Então. Tá funcionando o adestramento.
Nessas últimas semanas experimentei o método JK: realizar em 5 semanas o que devia ter feito em 5 meses.
Evidentemente, não obtive sucesso. Ou sim... Obtive mas...
A questão é: Estudei muita matemática (entre outras coisas) e amei fazer isso. Mas não performei nas avaliações... o que não é sucesso para minha vida acadêmica mas é sucesso total para minha sanidade.
Fiquei motivada, fiz tudo com prazer (Tá... admito que me violentei um pouco no começo...) mas teve um ponto que eu fui feliz fluindo leve enquanto entendia assuntos que me interessam muito porém exigem que eu tenha conceitos/informações torturantemente aprendidas ao longo do curso...
Achei que já tinha perdido essa capacidade de aprender coisas obrigadas de uma maneira feia e desinteressante... E que jamais iria submeter outras mentes a esse tipo de violência (no caso de eu seguir carreira acadêmica e acabar dando aula em universidade)...
Eis que existe a internet, o youtube, o coursera, Stanford Everywhere, MIT open courses... E principalmente Matemáticos apaixonantes como Jim Fowler, Arthur Mattuk, Gilbert Strang, Brad G. Osgood, Chris Tisdell... Que estão em vídeos interessantíssimos com matemática universitária dando sopa na rede. E me lembraram de porque e o como eu queria ser quando escolhi estudar matemática. Bem... do meu jeito, mas cativando quem estiver me ouvindo.
Mas voltando ao adestramento... apenas apagamos o incêndio que era fazer todas as avaliações que faltavam até o fim do semestre letivo que era dia 17/7, sem ficar depressiva ou surtada ou perder a sanidade de alguma maneira...
Agora vamos ver como vai ser sem cordas no pescoço... Sem depressão, com receitas médicas de todas as cores... E disposição.
Caso, não me jubilem agora, no próximo semestre terei a chance de cursar duas disciplinas (Porque to empolgada - só precisaria de uma) e apresentar um lindo Trabalho de Conclusão de Curso.
Assim tenho 20 dias de "férias" que posso: estudar, digitar tcc, arrumar coisas da casa e da vida prática que ficaram sendo adiadas, reativar a facenóia, fazer Duolingos loucamente, tricotar, fazer vídeos de matemática (não que eu saiba ou tenha coragem de postar... mas tenho vontade), organizar o canto das costuras e brechó, achar algum bico, conseguir dinheiro pra não ter que trabalhar durante o semestre... Será que to eufórica? Muahahahahahahaha!!!
Beijinhos,
Se é que tem alguém lendo...
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domingo, julho 19, 2015
quinta-feira, julho 28, 2011
vida café-com-leite inclui férias café-com-leite :x
Especialmente para meus leitores madrugadeiros, resolvi postar mais um mini capitulo da minha novela particular...
Sobre o TDAH, a UFSC, eu e o Ministério Público.
O que aconteceu:
Depois de aceitar que tenho isso, engolir meu desprezo pela medicina tradicional, me submeter a esse tratamento, me expor diante de professores e assemelhados ainda viriam problemas relacionados a ignorância alheia...
Sem meias palavras: Sabendo que tinha direito de receber tratamento pedagógico adequado fui atrás de meus direitos. Algumas pessoas disseram que iriam ajudar, mas sem saber direito como, não fizeram nada. Outras pessoas deliberadamente não fizeram o que deviam ter feito simplesmente porque têm um ego imenso e não são capazes de proferir as palavras "desculpe-me, eu estava errada, farei o possível para consertar meu erro de julgamento e consequências".
Ai que entra o MP na história.
Depois de ter passado um ano reclamando de falta de critério de avaliação de um certo professor, via ouvidoria, recebi a resposta do departamento de que minhas reclamações não poderiam ser verificadas pois não estava prevista dentro dos regulamentos... E outras saídas frustrantes motivadas pelo corporativismo óbvio e pela falta de articulação dos estudantes. Assim descobri o MP Federal. O que foi uma felicidade para minha alma inconformada com tanta incompetência e falta de vontade de fazer o que é ético e correto.
E como em toda boa história nessa também haviam pessoas do bem que fazem seu trabalho com dedicação e contentamento ;) e eu tive sorte de encontrar várias dessas pessoas em meu caminho.
Gastei uma tarde explicando o que estava acontecendo, e fazendo uma representação. Lá me explicaram que iria demorar um pouco para as coisas se acertarem, mas que eles iriam averiguar se eu estava tendo meus direitos respeitados.
Assim depois de um semestre tenso, e ainda por cima adequação de medicamentos aconteceu o esperado: Fiquei com I em uma das disciplinas, outra passei com 6 (e possibilidade de melhorar a nota nas férias) e a terceira mais complicada porque para melhorar eu tenho dificuldades com a matéria e a professora é inacessível: nessa fiquei com prazo para entregar um trabalho condicionado ao atestado médico (que eu já tinha). Se eu tiver média, terei direito a fazer uma prova de recuperação. Ou seja, café-bem-amargo no semestre e férias café-com-leite...
Mas estou bastante satisfeita com o que consegui:
+A partir de 2011.1 tem gente competente intermediando minhas relações academicas e capacitando todos os meus professores. Agora tenho uma chance de ser avaliada em pé de igualdade com meus colegas :)
+Todos as pessoas que acompanharam minhas novelas puderam constatar que existem pessoas que não engolem sapo (ou não muitos, pelo menos) e com essas é melhor fazer o correto sempre pois desgasta menos que ter que consertar ou encobertar os erros.
+Ter certeza que estabilidade no emprego público tem limite sim. E abuso moral é falta grave. E gravar conversas para usar como prova de defesa está perfeitamente dentro da lei, mesmo que o interlocutor não saiba que a conversa está sendo gravada. O que está errado é induzir a pessoa a cometer um crime e gravar, como por exemplo oferecendo suborno.
+Os próximos portadores de TDAH já tem um caminho concreto a seguir. É só procurar pelo Programa de Inclusão na PREG e/ou PRAE.
+Descobrir que não estou sozinha. Existem outros alunos com o mesmo diagnóstico que já estão recebendo tratamento pedagógico adequado.
+Entender que devo continuar seguindo minha vocação porque o TDAH vai junto dificultando tudo, independente da escolha. A respeito das m&R#@$ que ouvi, ainda que eu decidisse mudar para algum curso que a maior parte dos alunos tenha dificuldade na matemática e ela seja necessária, eu teria dificuldades piores, pois o desprazer (com o conteúdo ou com os professores) atrapalha exponencialmente meu aprendizado. Por isso o desejo ardente de me cercar de pessoas que trabalham satisfeitas com suas escolhas, e o desespero em ter que me sujeitar a presença de frustrados que passam seu tempo reclamando sobre o capim minguado no fim do mês e esperando a aposentadoria em lugar de encontrar uma ocupação na qual estejam engajados e satisfeitos. #prontofalei
+Descobri que tenho meus pontos positivos, incluindo a criatividade e agilidade de uma mente com milhões de pensamentos (cuja distinção sobre o que é prioritário ainda precisa ser mais treinada, é claro). E a minha própria maneira, chego as soluções que busco. (apenas 5% da população tem essa curse and gift) E a capacidade de ver pontos de vista como esse :)
+Descobri que ter coragem é fazer o que acha certo apesar do medo.
+Descobri que meu maior medo era perder meus amigos, agora entendi que os amigos verdadeiros nunca se perdem quando vivemos o que acreditamos. E acabamos por fazer muitos outros no caminho.
(Uma vez mais posto com um delay - só um semestrinho de atraso - escrevi nas férias passadas, durante uma madrugada inspirada de Janeiro... Tenho que admitir que as férias atuais estão sendo TUDO menos café com leite! E SEM CULPA! Agora preciso escrever a atualização da novela... os novos capítulos)
sexta-feira, outubro 23, 2009
Eu, a pena e a meta.
No caminho do sucesso (acadêmico, emocional, financeiro) as vezes me distraio com várias possibilidades sedutoras que aparecem para roubar o meu precioso tempo e atenção. E com isso aprendo o que funciona para mim (ou não funciona).
Cursar matemática, fazer yoga, aprender idiomas, fazer dança do ventre. Correr. Ler. Ai, mil atividades com apenas uma finalidade: SER FELIZ COM A MATEMÁTICA.
A verdade é essa: Nunca um objetivo me deixou tão frustrada, instigada, revoltada, confusa, no limite, me sentindo incompetente, péssima, fraca.
No começo do curso fantasiava que era perseguida. Não sei se porque achava que sou diferente, ou que as turmas são pequenas e é fácil para um professor lembrar de cada aluno e cada colocação ingênua por esse feita. Mas agora sei que era impossível para mim, ter sucesso naquele momento. Simplesmente porque eu não tinha condições: Era desorganizada e pouco precisa quando me expressava. E o pior é que não conseguia enxergar isso. Passava noites e noites estudando (especialmente nas vésperas de prova), fazendo o meu melhor, infelizmente, de maneira ineficiente. Muita informação para processar, curto espaço de tempo, descontrole emocional. Fazia o que achava o melhor e não obtinha nem o seis.
Litros de lágrimas derramadas e vários cursos de meditação, livros de auto-ajuda, conselhos dos mais variados depois...
Estou eu aqui de novo tentando.
Menos choro, mais objetividade. (Estar triste ou feliz não muda a situação)
E aos poucos e depois de várias tentativas malucas de saber quem eu sou e qual a minha melhor maneira de aprender (receber, processar, armazenar e demonstrar meu conhecimento das informações) passei a ver as situações com um pouco mais de clareza. Entendendo que sou uma SOLUCIONADORA de problemas. Matemáticos ou não.
As soluções:
Para a DDA, uma agenda eletrônica que bipa (uso a agenda do celular) + yoga e meditação. E, agora, NEUROFEEDBACK.
Para a falta de organização geral, agenda (de papel mesmo), calendário na parede + meditação.
Para dúvidas de quaisquer natureza Google, livros e amigos.
Quero fazer tudo com prazer, motivação e paz.
E buscar soluções simples como essas para todas as questões existenciais...
Cursar matemática, fazer yoga, aprender idiomas, fazer dança do ventre. Correr. Ler. Ai, mil atividades com apenas uma finalidade: SER FELIZ COM A MATEMÁTICA.
A verdade é essa: Nunca um objetivo me deixou tão frustrada, instigada, revoltada, confusa, no limite, me sentindo incompetente, péssima, fraca.
No começo do curso fantasiava que era perseguida. Não sei se porque achava que sou diferente, ou que as turmas são pequenas e é fácil para um professor lembrar de cada aluno e cada colocação ingênua por esse feita. Mas agora sei que era impossível para mim, ter sucesso naquele momento. Simplesmente porque eu não tinha condições: Era desorganizada e pouco precisa quando me expressava. E o pior é que não conseguia enxergar isso. Passava noites e noites estudando (especialmente nas vésperas de prova), fazendo o meu melhor, infelizmente, de maneira ineficiente. Muita informação para processar, curto espaço de tempo, descontrole emocional. Fazia o que achava o melhor e não obtinha nem o seis.
Litros de lágrimas derramadas e vários cursos de meditação, livros de auto-ajuda, conselhos dos mais variados depois...
Estou eu aqui de novo tentando.
Menos choro, mais objetividade. (Estar triste ou feliz não muda a situação)
E aos poucos e depois de várias tentativas malucas de saber quem eu sou e qual a minha melhor maneira de aprender (receber, processar, armazenar e demonstrar meu conhecimento das informações) passei a ver as situações com um pouco mais de clareza. Entendendo que sou uma SOLUCIONADORA de problemas. Matemáticos ou não.
As soluções:
Para a DDA, uma agenda eletrônica que bipa (uso a agenda do celular) + yoga e meditação. E, agora, NEUROFEEDBACK.
Para a falta de organização geral, agenda (de papel mesmo), calendário na parede + meditação.
Para dúvidas de quaisquer natureza Google, livros e amigos.
Quero fazer tudo com prazer, motivação e paz.
E buscar soluções simples como essas para todas as questões existenciais...
Marcadores:
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sexta-feira, março 27, 2009
Meditação - Toda Sexta
Local: Na UFSC
Gratuito
Público alvo: adolescentes e adultos
Coordenadora: Cristiane Ker de Melo
Fone: 3721-8561
E-mail: ckerdemelo@yahoo.com.br
fonte: Portal CDS-UFSC
Vou lá hoje para ver como é, que tipo de meditação e se gosto.
6ª - 12:30 às 13:20 h
Sala de Ginástica – Bloco 5A
Gratuito
Público alvo: adolescentes e adultos
Coordenadora: Cristiane Ker de Melo
Fone: 3721-8561
E-mail: ckerdemelo@yahoo.com.br
fonte: Portal CDS-UFSC
Vou lá hoje para ver como é, que tipo de meditação e se gosto.
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