segunda-feira, junho 08, 2015
Ai que saudades!
Me rendi a terapia mais tradicionalmente recomendada para quem tem TDA/H...
A terapia do cachorrinho... quer dizer, do adestramento... Ops, ato falho, ih... esse jargão é de outra... Tá... TCC - Terapia Cognitivo Comportamental.
Temos: a Adestradora e eu.
Estou na terceira sessão, e até agora foi assim:
Na primeira contei a vida toda e porque eu tava ali.
Na segunda fizemos planos e eu prometi coisas absolutamente factíveis para a semana.
Na terceira, no caso hoje: Passei dois terços da sessão explicando porque não fiz o que prometi (parece piada mas não é)... Só pequena queda de moto, gripe, febre alta, hospital, dor de garganta... lá lá lá...
E por fim prometi que iria fazer nessa semana o que não fiz na semana passada... Além disso ela mencionou o mecanismo da fantasia. Que a pessoa fantasia os objetivos na mente e aliena passos dos processos. O remédio é racionalizar os pensamentos fantasiosos. Ih, agora danou-se! Fui pega! Mas peraí! Será que quero abrir mão da minha vida mental fantasiosa? Pior que o remédio é algo que eu venho treinando nos últimos dez anos: racionalizar.
E vamos seguindo... essa semana tem consulta com a Dra.Psyco2, que prescreveu a terapia e outros aditivos controversos da pós-modernidade...
P.S.: Nessa semana que passei de cama fiz um perfil no Duolingo, pq já era uma coisa que eu queria e estava adiando... Enfim, como aprender coisas com amigues é mais legal, tá aí o link do meu perfil: Caoticarol, caso vc goste de aprender idiomas de graça.
quinta-feira, abril 05, 2012
Piras Aleatórias
UFA! Já estou aliviada.
Eu juro que queria ter visto tudo sempre com mais clareza. Mas não importa. Agora eu vejo. Como me vendo fácil. É só uma possibilidade remota de encurtar meu sofrimento (escolhido) abanar que já deixo tudo que tinha planejado de lado e volto pra aquele padrão de dar passos maiores que as pernas. E me frustrar. Sai esperança infantil!!!
(escrito em 22/03, surtando pq queria aprender distribuições sem saber análise funcional...)
segunda-feira, agosto 01, 2011
SOMAIÊ - Compilação
Carol e suas terapias...
Depois de muitas conversas, pesquisas e toda sorte de acasos do destino... Acabei por encontrar uma terapia que em teoria se parece com a terapia ideal para mim. Como eu gosto mesmo é de coisas difíceis, descobri que não tem em Floripa - novidade! - Assim tenho que juntar o povo pra poder me LIBERTAR também :)
Como não adianta muito eu tentar no gogó (eu mesma só engoli um monte de teoria sobre o assunto) convencer @s amig@s então resolvi compilar as informações da maneira que achei mais conveniente ;)
Assim, se ficar interessad@ por favor se manifeste. Estou mirando o primeiro encontro para o fim de agosto, mas tem que ter gente suficiente.
O resumo do resumo: A SOMAIÊ é uma modificação da somaterapia de Roberto Freire, a partir das experiências de Rui Takeguma.
A SOMATERAPIA é uma vertente dos processos terapêuticos que opta em priorizar uma visão holística no meio da psicologia. A PSICOlogia nasceu e mantém uma visão de que o pensamento (cérebro e processos mentais) são hierarquicamente superiores ao corpo (corporalidade). Assim as somaterapias fazem parte de um arcabouço cultural das SOMATOlogias.
Na década de 1970. ROBERTO FREIRE começou a desenvolver uma somaterapia que recebeu o nome de SOMA, Uma Terapia Anarquista. Desde então formou vários somaterapeutas de Soma, houveram várias dissidências, pessoas que trabalharam com Freire, e depois buscaram seus próprios caminhos.
RUI TAKEGUMA fez Soma em 1990, e formação de 1990 a 1993.
De 1993 em diante atuou como Somaterapeuta de Soma em várias cidades e Estados brasileiros.
Em 2002 nasceu a SOMA-IÊ. Rui adotou esse nome para homenagear a SOMA e Roberto Freire, e agregou o IÊ como uma referência ao ambiente da cultura popular: a capoeira. Em 2003, retira o hífen e mantém o nome SOMAIÊ.
A SOMAIÊ existe há 9 anos, mas sintetiza o percurso prático e teórico de 20 anos (1990/2011) de Rui Takeguma dentro da Somaterapia.
Como FUNCIONA a Somaiê ?
O objetivo da Somaiê é promover experiências em um grupo de pessoas entre 12 a 21 meses, criando um microcosmo de relacionamento, convivência e produção em três níveis de produção:
- COM O SOMATERAPEUTA: são as atividades conduzidas pelo somaterapeuta de Somaiê responsável pelo grupo. No geral são 4 VIVÊNCIAS CORPORAIS mensais (VC). Sendo que a primeira metade (1h30) é voltada para atividades corporais lúdicas, e a segunda metade (1h30) para a avaliação e trocas de informações sobre a primeira metade. (provavelmente vai ser tudo em um fim de semana por mês aqui)
- COM O GRUPO: são as atividades sem a presença do produtor de Somaiê: o GRUPÃO, momento fundamental para o grupo construir uma dinâmica própria e autogestiva, seja para os membros aprofundarem suas relações, adquirir fundos para o pagamento da Somaiê, ou ainda pesquisas em pedagogia libertária. E o CAPOEIRÃO momento em que os membros do grupo trocam experiências do seu aprendizado na capoeira (o CAPOEIRÃO começa a acontecer depois da primeira vivência de campo).
- INDIVIDUALMENTE: são as atividades desenvolvidas por membros do grupo de forma individual como a prática semanal da CAPOEIRA ANGOLA, leituras e pesquisas indicadas.
Essas atividades mensais fortalecem a dinâmica do grupo, as pessoas interagem e vivenciam situações diversas. As atividades tem um caráter pedagógico e diagnóstico, ao nos mostrar os bloqueios e libertarismos, como ao vivenciar estes momentos, vem o caráter terapêutico.
Nos últimos meses do processo, as vivências corporais (VC) são transformadas em vivências dedicadas a cada membro do grupo. São as cadeiras quente (CQ), onde toda a técnica e dinâmica é voltada para cada um.
A passagem pela SOMAIÊ, é um marco na vida de seus participantes, e quem chega ao final, completando as cadeiras quentes, a última vivência de campo, e a produção do Jornal Tesão, obtém um material sobre si e seu viver que modificam sua estrutura autopoiética de uma forma definitiva.
A passagem pela SOMAIÊ é uma forma de desconstruir a percepção do UNIVERSO em uma realidade e aceitar a constituição biológica do MULTIVERSO e suas infinitas realidades possíveis; é uma forma de expandir sua corporalidade através do desenvolvimento de suas Potencialidade Múltiplas no viver... (o que quer que seja que isso queira dizer, parece interessante :))
Os grupos Somaiê:
A Somaiê funciona em grupos com duração de 12 a 21 meses, evitando assim a formação de dependências com o produtor de Somaiê (somaterapeuta) ou com o próprio grupo. Nesse sentido se mostra fundamental seu caráter pedagógico.
A dinâmica de cada grupo passa por 3 a 4 etapas, que podem ser, didaticamente, categorizadas em:
0 - Aproxima-Ação (tempo indefinido) - É o momento PRÉ-SOMAIÊ, onde ainda não existe o grupo terapêutico, mas se começa a transformar o desejo individual de se fazer a SOMAIÊ numa formação de um GRUPO. Essa fase para algumas pessoas pode haver o conhecimento teórico, adquirido em artigos, livros, na internet ou através de amigos que falam sobre, ou pode acontecer dentro de núcleos que já estão se formando com o objetivo de se fazer a SOMAIÊ. Quem hoje faz ou fez SOMA, tem essa aproximação da SOMAIÊ, mas não conhece as evoluções que desenvolvemos desde 2004. Essa fase pode ser inexistente, para pessoas que já entrem direto num grupo, bem como pode durar anos, no caso de pessoas que conhecem ou leram, mas não tiveram acesso a um grupo de SOMAIÊ.
1 - Aprendizado (A - 1 a 5 meses) - É a fase em que o somaterapeuta inicia a técnica aplicada a um grupo de interessados. Nessa fase a principal característica é que o grupo é ABERTO a entrada de novas pessoas, assim pode durar alguns meses para quem entra no início e faz todos os exercícios de SOMAIÊ, bem como pode durar um mês, para os integrantes do último mês em que o grupo aceita novos participantes. Sendo que em qualquer momento da terapia, os participantes podem se afastar da técnica. Nessa etapa começa a acontecer a técnica coletiva e se torna um APRENDIZADO da SOMAIÊ, suas propostas, técnicas e objetivos. (Valores convidativos para facilitar)
2 - Aprofundamento (B e C - 7 a 11 meses) - É a fase entre o fechamento do grupo a novas pessoas e a entrada das cadeiras quentes. O custo da SOMAIÊ atinge seu valor pleno e, na maior parte das vezes, o grupo desenvolve produções que ajudam a complementar a parte financeira, como festas, saraus, ou ainda produtos a serem comercializados, como adesivos, camisetas, etc. Aqui a SOMAIÊ se transforma num LABORATÓRIO de LIBERDADES, onde cada participante busca uma sinceridade vivencial de se expor e se conhecer. As trocas e percepções aumentam a cada mês, e inevitavelmente se passam por variadas CRISES, o que aprofunda o conhecimento de si e do outro. Neste período se realizam duas vivências de campo e uma individual com o terapeuta.
3 - Pedagogia para a vida (D - 4 a 6 meses) - Fase final desta vivência libertária, que é a SOMAIÊ. Após o aprendizado de doze a dezesseis meses das fases anteriores sobre as dificuldades e 'bandeiras' terapêuticas pessoais, a terapia se finaliza com a produção de sessões que possuem em média de 4 horas de duração para cada pessoa do grupo, inclusive para o produtor de Somaiê. Estas sessões são chamadas de CADEIRA QUENTE (inspiradas nas hot seats da Gestalterapia, e na cadeira quente da SOMA). Nelas o grupo promove um retorno para cada integrante através do conhecimento adquirido e experienciado a respeito dele durante os meses de convivência. Este é um momento de explicitar a política por detrás da psicologia, demonstrando que cada ato nosso é um ato político e que, a partir dele estamos contribuindo para a construção de uma sociedade mais libertária ou mais autoritária. Após todos os membros passarem pela cadeira quente, existe a vivência de campo final, e o Te&So do JORNAL TESÃO.
Sobre as VIVÊNCIAS Corporais mensais: (VC)
- três (3) delas são EXERCÍCIOS de SOMA, que Rui Takeguma aprendeu com Roberto Freire e o Coletivo Anarquista Brancaleone, de 1990 a 2002. Rui vem criando novos exercícios e atualizando os antigos. A maioria deles é dividida em três etapas sequenciais: exercícios corporais e em grupo (1h 30), leitura sobre as percepções dos participantes durante os exercícios (1h) e fechamento teórico realizado pelo produtor de Somaiê (30min.). O produtor de Somaiê é quem conduz as vivências, nas quais são estudados (ênfase no caráter pedagógico) e terapeutizados os mecanismos políticos geradores das neuroses. Esta técnica visa o trabalho prático e objetivo a partir das origens dos sintomas neuróticos, e não, paliativamente, sobre as suas consequências. Algumas Vivências Corporais são Debates e Vídeos, ou com prioridade no pensamento; isto é, algumas fogem das sequencia tradicional (exercício+leitura+fechamento).
- uma (1) é voltada para a CAPOEIRA ANGOLA ou para aprofundar a DINÂMICA do grupo. Em que o produtor de SOMAIÊ faz a ligação entre a terapia com o aprendizado da capoeira angola individual, ou se realizam debates sobre o cotidiano do grupo e das pessoas, envolvendo a dinâmica e o aprendizado prático de uma pedagogia libertária.
Sobre as CADEIRAS QUENTES: (CQ)
-Nesta fase, se repete a estrutura das vivências mensais, com a média de 12 a 16 horas de atividades por mês. Sendo que os 3 exercícios de SOMA são substituídos por CADEIRAS QUENTES. Nome que Freire trouxe da Gestalterapia de Fritz Perls, para produzir um fechamento individual do aproveitamento da SOMA em seus indivíduos. A CADEIRA QUENTE na SOMAIÊ é um sintetizar dos meses anteriores (fases aproximação, aprendizado e aprofundamento) em que todo o grupo foca um indivíduo. Assim, na fase de CADEIRAS QUENTES, cada mês se trabalha três participantes do grupo. A CADEIRA QUENTE possui 4 fases sequenciais: INDUÇÃO, AFIRMAÇÃO, PERGUNTAS e FECHAMENTO. Com tempos variados e técnica detalhada no Livro da SOMA de Roberto Freire, e especificada no início da fase das CADEIRAS QUENTES, o Aprendizado para a Vida.
Sobre as INDIVIDUAIS: (I)
ANTES da primeira Vivência de Campo, TODOS os participantes necessitam de fazer uma entrevista individual com o somaterapeuta de SOMAIÊ. Nesta entrevista pode ocorrer algum impedimento de se participar na técnica, mas no geral é uma forma do terapeuta conhecer melhor os participantes do grupo. Tem a duração média de 40 a 60 minutos e uma taxa de 30 reais. Caso o participante ou o somaterapeuta achar necessário outra conversa individual, ela pode ser marcada no decorrer dos meses da terapia.
Sobre as VIVÊNCIA DE CAMPO: (MC)
No mínimo, em três dos meses que compõem o período da experiência libertária em grupo, as vivências da cidade são substituídas por viagens para VIVÊNCIAS NA NATUREZA, onde há um crescimento nas dinâmicas dos grupos em consequência de uma maior percepção individual, seja no contato com outros grupos, seja no contato direto com a natureza. São exercícios em locais que ainda preservam ecossistemas com pouca interferência humana tecnológica, como Ibitipoca - MG, Visconde de Mauá - RJ, Nova Lima - MG e Lençóis - BA. Recomenda-se que os grupos experimentem locais diferentes pra uma de suas três vivências na natureza.
Sobre os ENCONTROS de TEORIA & SOMAIÊ : (Te&So's)
Após 2006, foram incorporados a técnica da SOMAIÊ a participação dos grupos nos Encontros de Te&So que ocorrem nas cidades de atuação do produtor de SOMAIÊ. Isto é, cada grupo de SOMAIÊ acontece de forma fechada na maior parte das vivências mensais (menos na fase de APROXIMA-AÇÃO e APRENDIZADO, os meses iniciais), mas dialoga com o social da cidade em que acontece, compartilhando algumas vivências com pessoas novas, inclusive aquelas que possam não fazer a terapia, mas que participem dos Encontros de Te&So.
Nos meses que o grupo faz Te&So, existem ainda 1 a 2 vivências mensais fechadas aos participantes. Isto é, nesses meses se aumenta a carga horária, pois no lugar de 4 vivências mensais (VM) o grupo realiza 1 a 2 vivências e o Encontro de Teoria e Somaiê, aberto a população local.
(link quebrado
O último encontro de Te&So acontece depois das cadeiras quentes e da terceira vivência de campo, nesse momento o grupo de SOMAIÊ participa da co-produção do Jornal TESÃO, Prazer & Anarkia.
...da Soma à Somaiê
Desenvolver uma nova prática psicológica que auxiliasse os homens na busca de sua liberdade. Era esse o objetivo de Roberto Freire quando decidiu romper com a psicanálise e criar a SOMA, durante o regime militar no Brasil.
Baseada nas idéias iniciais de Wilhelm Reich, discípulo dissidente de Freud, a SOMA considera a neurose fruto das organizações sociais autoritárias. Numa sociedade onde a liberdade de ser é impedida através de mecanismos repressores presentes na família tradicional burguesa, na pedagogia escolar autoritária e nas religiões castradoras, a neurose surge como um processo de ajustamento dos indivíduos. (Gente, é disso que eu desejo me libertar. Vamos?)
Além de ser um fenômeno social, que se forma de fora para dentro, a neurose se instala em todo o corpo das pessoas, impedindo-as sobretudo de se expressem livremente em sua espontaneidade, afetividade e sexualidade. Assim, a SOMA é uma terapia corporal, utilizando-se de exercícios próprios que, além de agirem sobre a couraça neuromuscular do caráter (tensões crônicas da musculatura voluntária, que retém a neurose no corpo das pessoas), também informam como a repressão atua no cotidiano.
Desde a criação da SOMA, Roberto Freire preocupou-se em formar novos companheiros de pesquisa. Na década de 80 teve uma primeira separação de discípulos formados por ele. Acreditando que para fomentar de uma maneira realmente útil e efetiva a libertação humana em direção a uma outra organização social e política, precisaria estar sempre se renovando e se abrindo a novas descobertas científicas, Freire radicalizou na pesquisa da capoeira como a última peça para compor a base da SOMA, fortalecendo-a e deixando-a pronta (enquanto base) para que as novas gerações de terapeutas continuassem a pesquisa.
SOMA-IÊ
No período de 2002, houve o desenvolvimento da SOMA-IÊ em São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba (além de apresentações em São Carlos, Salvador e Recife). Nesta fase Rui Takeguma reavaliou o que achava mais importante para a atualização e definição de seu trabalho.
A partir disso, ampliou o conceito de 'tripé básico' da terapia. Além da base consolidada na década de 90, que consistia em fazer as vivências, produzir o grupão e a prática semanal da capoeira, inseriu à técnica dois novos pontos: produção do Capoeirão (trocas em capoeira angola sem a presença do somaterapeuta - atualmente, produtor de SOMAIÊ - , que acontecem no mínimo uma vez ao mês) e a produção de eventos ou produtos pelo grupo de SOMA-IÊ. Promoveu a renovação de exercícios e a produção de novas vivências dentro da SOMA-IÊ. A pesquisa das vivências na natureza (vivências de campo) se consolidou na realização de 3 por grupo e, preferencialmente, uma em cada local diferente. Há alguns anos, Rui já havia pesquisado Nova Lima e Serra do Cipó, além de várias outras localidades, mas em 2002, Rui implantou a viagem a Ibitipoca em MG, como um roteiro básico nos grupos do Sul/Sudeste.
Rui Takeguma retomou projetos em Pedagogia Libertária: as Oficinas de Criatividade Libertária - continuação do Curso de Pedagogia Libertária ; a publicação do jornal TESÃO, prazer e anarkia; a volta do Prêmio Walter Firmo de fotografia; com o grupo de capoeira em pedagogia libertária a criação da FACA - Federação Anarquista de Capoeira Angola, que em novembro de 2002 gravou seu primeiro CD de músicas de capoeira. E em novembro de 2003 grava o CD duplo e ao vivo do projeto Memória da Capoeira.
SOMAIÊ
Em Maio de 2003, Rui iniciou o desenvolvimento da SOMAIÊ, uma vivência libertária: produção cultural, e não apenas terapia; produtor de SOMAIÊ, e não somente somaterapeuta. Enfim, uma vertente de e em desenvolvimento da somaterapia que, além de atuar na (anti) psicologia, é uma técnica de permanente atuação na política e na cultura.
Em 2004, nasce o conceito do Te&So, como uma instância teórica da técnica. Mas que começa efetivamente em Janeiro de 2005, no site de Richard Abreu:(link quebrado) Teoria&Somaiê.
Em 2005, a Somaiê estabelece uma nova cobrança das taxas. Seja diminuindo ainda mais os valores (em comparação a que Rui Takeguma praticava na Somaterapia de 2001), seja aumentando o número de bolsas por pagantes dentro dos grupos.
Em AGOSTO de 2006, a SOMAIÊ absorve a Te&So incorporando de 3 a 4 meses de vivências e encontros de Te&So estruturados na terapia. Em OUTUBRO de 2006, a SOMAIÊ retorna com o Jornal TESÃO, uma forma impressa de divulgação, aliado agora a técnica terapêutica.
Extraído principalmente de http://somaie.vilabol.uol.com.br/ (que foi atualizado pela última vez em 2008)
Pontos importantes:
- É muito atrativa para mim a idéia de uma terapia com começo e fim.
- Um valor que cabe no meu bolso de estudante parasita. (estou estimando inicialmente algo entre 60 e 40 reais por cabeça ou menos)
- Cansei e desacreditei de terapias tradicionais a tempos.
- Amo a idéia de liberdade. Tenho problemas sérios com autoritarismo e não conheço ninguém livre desse tipo de problemas.
- Ando flertando a tempos com ideologias libertárias. Eis uma excelente oportunidade de aprender mais sobre o assunto: vivenciando.
- Farejo intensidade nessa onda: prazeres do corpo, rompimento de couraças, fim da letargia... Tesão, hummm...
- W. Reich acreditava que livres das couraças podemos atingir níveis muito mais intensos de orgasmo (e assim sermos plenos, saudáveis e felizes). Tem certeza que não quer experimentar?
- A construção de uma nova realidade num futuro próximo (que começa agora) e a capacidade de estar engajada nessa construção (projetando, realizando, me satisfazendo). Vamos juntos?
- Vou provavelmente ser uma professora. Não quero passar adiante essa pedagogia da rigidez punitiva com a qual convivo. Quero ensinar gente e não amedrontar mais ainda cérebros inanimados ou/e já amedrontados.
- E tem a capoeira, pra tornar o corpo ágil e forte, sentir que podemos entrar no jogo, nos defender quando e se for preciso, encarar ou desviar, ter uma proteção que não sufoque... pegar a manha...
- Estou empolgada.
Acredito que quando o ser se liberta, ainda que individualmente e aos poucos, vai contaminando todos ao seu redor com seu espírito livre e contribuindo coletivamente só por existir e acreditar. Daí pra frente a vontade de fazer ocupa o espaço livre deixado pelo medo. A satisfação e prazer tomam conta e existe a possibilidade de viver plenamente ou, pelo menos, com energia para a realização de nossa história pessoal (coletiva e individual).
sábado, agosto 07, 2010
Voltando das férias :)
Tive férias de mim mesma, essa que escreve agora é outra :)
Essa está solta no mundo, cheia de desejos e certezas que tudo é como deve ser e estou aqui pra me deleitar investigando os mistérios do mundo :)
Planejei visitar uma amiga que vive na Argentina, e com ela passear por Córdoba e Buenos Aires, infelizmente, ou felizmente - não tenho como decidir, ela não pode me acompanhar, como planejamos inicialmente...
E assim iniciaram as férias mais divertidas e intensas que lembro de ter tido.
sábado, outubro 31, 2009
Na hora do desespero...
O problema real: Tenho Déficit de Atenção (DDA ou TDA)
Um problema organico e genético que tem a ver com a frequencia das ondas cerebrais. O tratamento é tomar um medicamento controlado, chamado ritalina.
Já sei disso a 5 anos mas tenho medo desse tratamento, e não fui diagnosticada por um médico. Na época que frequentava um psquiatra para resolver minha ansiedade em relação ao vestibular e insônia (2000 ou 2002, não lembro), comentei com ele que havia me identificado com os sintomas de DDA, pesquisando na internet, e ele ficou furioso e me disse que DDA era diagnosticado em crianças e somente do sexo masculino. Infelizmente eu acreditei e segui tomando remedinho para dormir e acordando retardada. Não aguentei esse tratamento, nem esse médico e me dei alta... Voltei para o yoga e comecei a correr ao inves de caminhar...
Alguns anos depois, enfrentando problemas no bacharelado e conversando com um amigo que se achava DDA, recebi a indicação para ler o livro Mentes Inquietas da Ana Beatriz e me identifiquei completamente. Procurei novamente um especialista e nem cheguei a marcar uma consulta quando ele me disse que o preço da consulta semanal era 150-200 reais. O anterior tava cobrando 120 reais por semana. O pior é que esse esfaqueamento não tem data para terminar e nem garantia de resultado... Depois não sabem porque eu detesto médicos... Devia ter procurado logo uma benzedeira...
O jeito Carolínico: Tento viver uma vida normal cheia de agendas e celular programado para bipar a cada compromisso. Incluindo comer, tomar banho e dormir. Coisas que as pessoas sem esse problema acham motivo de piada. Faço yoga, meditação e corro para me livrar do stress e tensão em que vivo, e também para controlar a ansiedade de muitas vezes esquecer de coisas importantes, me distrair facilmente, viver adiando afazeres importantes e ter uma imaginação fora do comum, especiamente para achar desculpas pró-procrastinação e fazer planos mirabolantes para meu futuro brilhante... Ou seja, viver viajando na maionese colorida. A sorte é que essa coisa também acontece ao contrário. As vezes, leia-se: quando estou trabalhando com prazer (sem me sentir pressionada) entro completamente no assunto é o que alguns autores chamam de hiperfoco. É assim que dou conta dos trabalhos e provas quando a falta de controle emocional não bloqueia tudo.
Uma outra característica de quem possui DDA é uma baixa auto-estima com forte insegurança, pois passa a vida ouvindo afirmações negativas e se sentindo frustrada, visto que não consegue realizar tarefas simples que a maior parte das pessoas consegue. Tinha uma professora descuidada que sempre me chamava de "lesma" ou "faísca atrasada" minha mãe ficou furiosa quando, criança, contei isso pra ela (infelizmente até hoje sou sempre a última a terminar de copiar coisas do quadro negro...)
A solução que eu encontrei no meio do caos:
Well... vou começar um novo tratamento que se chama Neurofeedback é caríssimo (pelo menos para meu bolso) mais é relativamente mais barato que terapia tradicional e promete me fazer ser uma pessoa normal ao fim de 25 sessões (começo na segunda (5/10), estou aguardando a disponibilidade da profissional). Ela vai colocar uns fios na minha cabeça, ligados a um aparelho (EEG) que vai "ver o que acontece" e eles vão fazer alguns estimulos, vamos ver como eu respondo e como deveria responder, vou fazer alguns exercícios de reabilitação e voilá: vou ser reeducada como devia ter vindo de fábrica.
Com tudo isso, POR QUE EU ESCOLHI FAZER MATEMÁTICA, A FINAL? Bem, isso é um fato: eu não sabia que tinha problemas reais eu achava que era só uma pessoa preguiçosa e problematica do tipo que pensa demais a respeito de tudo. Sem me sentir adequada a vida real, vivia me refugiando na biblioteca da escola sempre em busca de informações a respeito do que quer que fosse o assunto na minha mente. É óbvio que não sabia o qual curso escolher o que foi tema de algumas de minhas terapias na década que passei me tratando (enquanto ainda acreditava em terapia tradicional). Bem, mesmo assim, comecei 3 cursos até chegar no bacharelado em matemática: me matriculei em direito (não fui nem a primeira aula), cursei um ano de arquitetura e um ano de licenciatura em matemática. Mas uma coisa precisa ser dita: até entrar no bacharelado em matemática nunca tinha reprovado, nem ido mal de verdade. Também não era aluna modelo, era do tipo que prestava atenção na aula (se fosse interessante) e estudava pouco fora da sala, porem sempre lendo muito paralelamente... É claro que não fui bem desde o começo do curso, porque não tinha disciplina e não sabia que era tão necessária. Agora acredito que sem disciplina é impossível se destacar em qualquer que seja a área, especialmente em se falando de vida acadêmica. E estou tentando correr atrás dessa Habilidade desesperadamente, apesar do DDA.
Com um pouco de insistencia vou conseguir terminar o bacharelado em matemática (ou vou morrer tentando!)
POR QUE ESTOU NESSE CAOS? Porque permiti que uma série de pequenas coisas como problemas no computador, desordens hormonais, insonia, ansiedade, depressão, vergonha e medo me paralisassem.
Esse desabafo foi escrito em 29/09, mas não publiquei porque achava que não tinha condições de decidir sobre o quanto iria queimar o meu filme ou não. Agora que estou mais traquila, vendo a luz no fim do túnel, entendo que dias ruins e crises fazem parte da vida de qualquer ser humano imperfeito, e admitir isso é apenas o primeiro passo para uma existencia mais leve, sem tentar parecer o que não sou e melhorando no que for possível.
sexta-feira, outubro 23, 2009
Eu, a pena e a meta.
Cursar matemática, fazer yoga, aprender idiomas, fazer dança do ventre. Correr. Ler. Ai, mil atividades com apenas uma finalidade: SER FELIZ COM A MATEMÁTICA.
A verdade é essa: Nunca um objetivo me deixou tão frustrada, instigada, revoltada, confusa, no limite, me sentindo incompetente, péssima, fraca.
No começo do curso fantasiava que era perseguida. Não sei se porque achava que sou diferente, ou que as turmas são pequenas e é fácil para um professor lembrar de cada aluno e cada colocação ingênua por esse feita. Mas agora sei que era impossível para mim, ter sucesso naquele momento. Simplesmente porque eu não tinha condições: Era desorganizada e pouco precisa quando me expressava. E o pior é que não conseguia enxergar isso. Passava noites e noites estudando (especialmente nas vésperas de prova), fazendo o meu melhor, infelizmente, de maneira ineficiente. Muita informação para processar, curto espaço de tempo, descontrole emocional. Fazia o que achava o melhor e não obtinha nem o seis.
Litros de lágrimas derramadas e vários cursos de meditação, livros de auto-ajuda, conselhos dos mais variados depois...
Estou eu aqui de novo tentando.
Menos choro, mais objetividade. (Estar triste ou feliz não muda a situação)
E aos poucos e depois de várias tentativas malucas de saber quem eu sou e qual a minha melhor maneira de aprender (receber, processar, armazenar e demonstrar meu conhecimento das informações) passei a ver as situações com um pouco mais de clareza. Entendendo que sou uma SOLUCIONADORA de problemas. Matemáticos ou não.
As soluções:
Para a DDA, uma agenda eletrônica que bipa (uso a agenda do celular) + yoga e meditação. E, agora, NEUROFEEDBACK.
Para a falta de organização geral, agenda (de papel mesmo), calendário na parede + meditação.
Para dúvidas de quaisquer natureza Google, livros e amigos.
Quero fazer tudo com prazer, motivação e paz.
E buscar soluções simples como essas para todas as questões existenciais...
quarta-feira, setembro 16, 2009
Impublicável!
Já postei aqui sobre esse assunto, acabei de re-ler inclusive. O fato é que gastei os últimos dois dias me torturando porque não entreguei um trabalho. É inadmissível que eu, uma nerd com tantos recursos (celular que bipa, agendas, twitter, anos de leitura a respeito de efetividade em vários meios e idiomas...) deixe isso acontecer! E, pior, esse "tempo de tortura" roubou meu equilíbrio emocional e fez a bola de neve aumentar: Estou gastando um tempo precioso para voltar ao normal (inacreditável: escrevendo aqui para organizar as idéias... Interna logo a maluca!)
Pior ainda: tenho prova em dois dias, fazem dois dias que não durmo direito, e o trabalho que era para ontem ainda não foi feito (já li bastante a respeito, falta escrever). Mas se eu não terminar essa lista de exercícios até amanhã, não vou ter como tirar as dúvidas... Sem falar no meu trabalho em casa, cuja minha obrigação é 20hs por semana. Adivinha? Hoje é quarta e eu ainda não trabalhei uma hora se quer...
Mais feio: estou matando as aulas com o professor do trabalho porque estou com vergonha.
E achando que todo meu semestre foi para o buraco, querendo ficar isolada em casa para que meus colegas, pais e professores me esqueçam.
Depois de re-ler a frase a cima um par de vezes, tive um ataque de riso (pois não costumo ser assim dramática, nem me preocupar muito com o que outros pensam), lembrei que tava na T.P.M. e tomei uma decisão:
Vou terminar essa lista agora!
(termino esse post depois...)
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Leituras que me ajudaram:
Assuma as rédeas
Amanhã eu faço
segunda-feira, maio 25, 2009
Para quem não acertou da primeira vez!
Beijos,
Boa semana!
sábado, maio 16, 2009
A meditação das sextas...
Ontem (15 de maio) foi apenas silêncio. E foi muito difícil para mim. Milhões de pensamentos...
Esse assunto é fascinante mas tudo que for escrito sobre ele não tem muito valor já que é uma experiência muito pessoal, individual e só quem cria espaço em sua rotina para tentar pode entender realmente a tentativa...
quarta-feira, julho 16, 2008
Homem perfeito...
Vi no orkut dele o texto desta mensagem, achei este vídeo que me fez ficar ainda mais APAIXONADA.
Pelas minhas escolhas, pela minha vida, pelo meu jeito de ser e lidar com as situações que se apresentam ao longo do caminho. Esse vídeo me fez lembrar, que tudo que eu faço do jeito que eu faço tem um GRANDE propósito.
Vou colar esse texto na minha parede, ao lado da cama. Quero ler até decorar!!!
Energize-se!
terça-feira, junho 17, 2008
Meu querido Suresh mandou uma foto!
Mas seu espaço de meditação fica em Sampa cujo nome é Buddha Hall.
Lá ele trabalha com as meditações de Osho, Yoga, massagem tântrica, Ayurvédica e outras.
Já tive o prazer de participar de algumas meditações guiadas pelo Suresh.
Se Oshamado faz parte de sua caminhada, divirta-se!
NAMASTÊ!
