E não importa quantas piras aleatórias eu tenha racionalmente estabelecido como prioridade na minha vida, agora a que prevalece é vomitar palavras reprimidas.
UFA! Já estou aliviada.
Eu juro que queria ter visto tudo sempre com mais clareza. Mas não importa. Agora eu vejo. Como me vendo fácil. É só uma possibilidade remota de encurtar meu sofrimento (escolhido) abanar que já deixo tudo que tinha planejado de lado e volto pra aquele padrão de dar passos maiores que as pernas. E me frustrar. Sai esperança infantil!!!
(escrito em 22/03, surtando pq queria aprender distribuições sem saber análise funcional...)
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quinta-feira, abril 05, 2012
quinta-feira, julho 28, 2011
vida café-com-leite inclui férias café-com-leite :x
Especialmente para meus leitores madrugadeiros, resolvi postar mais um mini capitulo da minha novela particular...
Sobre o TDAH, a UFSC, eu e o Ministério Público.
O que aconteceu:
Depois de aceitar que tenho isso, engolir meu desprezo pela medicina tradicional, me submeter a esse tratamento, me expor diante de professores e assemelhados ainda viriam problemas relacionados a ignorância alheia...
Sem meias palavras: Sabendo que tinha direito de receber tratamento pedagógico adequado fui atrás de meus direitos. Algumas pessoas disseram que iriam ajudar, mas sem saber direito como, não fizeram nada. Outras pessoas deliberadamente não fizeram o que deviam ter feito simplesmente porque têm um ego imenso e não são capazes de proferir as palavras "desculpe-me, eu estava errada, farei o possível para consertar meu erro de julgamento e consequências".
Ai que entra o MP na história.
Depois de ter passado um ano reclamando de falta de critério de avaliação de um certo professor, via ouvidoria, recebi a resposta do departamento de que minhas reclamações não poderiam ser verificadas pois não estava prevista dentro dos regulamentos... E outras saídas frustrantes motivadas pelo corporativismo óbvio e pela falta de articulação dos estudantes. Assim descobri o MP Federal. O que foi uma felicidade para minha alma inconformada com tanta incompetência e falta de vontade de fazer o que é ético e correto.
E como em toda boa história nessa também haviam pessoas do bem que fazem seu trabalho com dedicação e contentamento ;) e eu tive sorte de encontrar várias dessas pessoas em meu caminho.
Gastei uma tarde explicando o que estava acontecendo, e fazendo uma representação. Lá me explicaram que iria demorar um pouco para as coisas se acertarem, mas que eles iriam averiguar se eu estava tendo meus direitos respeitados.
Assim depois de um semestre tenso, e ainda por cima adequação de medicamentos aconteceu o esperado: Fiquei com I em uma das disciplinas, outra passei com 6 (e possibilidade de melhorar a nota nas férias) e a terceira mais complicada porque para melhorar eu tenho dificuldades com a matéria e a professora é inacessível: nessa fiquei com prazo para entregar um trabalho condicionado ao atestado médico (que eu já tinha). Se eu tiver média, terei direito a fazer uma prova de recuperação. Ou seja, café-bem-amargo no semestre e férias café-com-leite...
Mas estou bastante satisfeita com o que consegui:
+A partir de 2011.1 tem gente competente intermediando minhas relações academicas e capacitando todos os meus professores. Agora tenho uma chance de ser avaliada em pé de igualdade com meus colegas :)
+Todos as pessoas que acompanharam minhas novelas puderam constatar que existem pessoas que não engolem sapo (ou não muitos, pelo menos) e com essas é melhor fazer o correto sempre pois desgasta menos que ter que consertar ou encobertar os erros.
+Ter certeza que estabilidade no emprego público tem limite sim. E abuso moral é falta grave. E gravar conversas para usar como prova de defesa está perfeitamente dentro da lei, mesmo que o interlocutor não saiba que a conversa está sendo gravada. O que está errado é induzir a pessoa a cometer um crime e gravar, como por exemplo oferecendo suborno.
+Os próximos portadores de TDAH já tem um caminho concreto a seguir. É só procurar pelo Programa de Inclusão na PREG e/ou PRAE.
+Descobrir que não estou sozinha. Existem outros alunos com o mesmo diagnóstico que já estão recebendo tratamento pedagógico adequado.
+Entender que devo continuar seguindo minha vocação porque o TDAH vai junto dificultando tudo, independente da escolha. A respeito das m&R#@$ que ouvi, ainda que eu decidisse mudar para algum curso que a maior parte dos alunos tenha dificuldade na matemática e ela seja necessária, eu teria dificuldades piores, pois o desprazer (com o conteúdo ou com os professores) atrapalha exponencialmente meu aprendizado. Por isso o desejo ardente de me cercar de pessoas que trabalham satisfeitas com suas escolhas, e o desespero em ter que me sujeitar a presença de frustrados que passam seu tempo reclamando sobre o capim minguado no fim do mês e esperando a aposentadoria em lugar de encontrar uma ocupação na qual estejam engajados e satisfeitos. #prontofalei
+Descobri que tenho meus pontos positivos, incluindo a criatividade e agilidade de uma mente com milhões de pensamentos (cuja distinção sobre o que é prioritário ainda precisa ser mais treinada, é claro). E a minha própria maneira, chego as soluções que busco. (apenas 5% da população tem essa curse and gift) E a capacidade de ver pontos de vista como esse :)
+Descobri que ter coragem é fazer o que acha certo apesar do medo.
+Descobri que meu maior medo era perder meus amigos, agora entendi que os amigos verdadeiros nunca se perdem quando vivemos o que acreditamos. E acabamos por fazer muitos outros no caminho.
(Uma vez mais posto com um delay - só um semestrinho de atraso - escrevi nas férias passadas, durante uma madrugada inspirada de Janeiro... Tenho que admitir que as férias atuais estão sendo TUDO menos café com leite! E SEM CULPA! Agora preciso escrever a atualização da novela... os novos capítulos)
sábado, outubro 31, 2009
Na hora do desespero...
Estou confusa e não sei como lidar com essa situação. Em um momento penso que sou esperta, no momento seguinte acho que sou incapaz de aprender qualquer assunto porque sou desorganizada, sem foco, e não sei me planejar realisticamente. Além disso, acho que meus colegas sabem coisas que eu deveria saber e não sei, isso causa um certo stress.
O problema real: Tenho Déficit de Atenção (DDA ou TDA)
Um problema organico e genético que tem a ver com a frequencia das ondas cerebrais. O tratamento é tomar um medicamento controlado, chamado ritalina.
Já sei disso a 5 anos mas tenho medo desse tratamento, e não fui diagnosticada por um médico. Na época que frequentava um psquiatra para resolver minha ansiedade em relação ao vestibular e insônia (2000 ou 2002, não lembro), comentei com ele que havia me identificado com os sintomas de DDA, pesquisando na internet, e ele ficou furioso e me disse que DDA era diagnosticado em crianças e somente do sexo masculino. Infelizmente eu acreditei e segui tomando remedinho para dormir e acordando retardada. Não aguentei esse tratamento, nem esse médico e me dei alta... Voltei para o yoga e comecei a correr ao inves de caminhar...
Alguns anos depois, enfrentando problemas no bacharelado e conversando com um amigo que se achava DDA, recebi a indicação para ler o livro Mentes Inquietas da Ana Beatriz e me identifiquei completamente. Procurei novamente um especialista e nem cheguei a marcar uma consulta quando ele me disse que o preço da consulta semanal era 150-200 reais. O anterior tava cobrando 120 reais por semana. O pior é que esse esfaqueamento não tem data para terminar e nem garantia de resultado... Depois não sabem porque eu detesto médicos... Devia ter procurado logo uma benzedeira...
O jeito Carolínico: Tento viver uma vida normal cheia de agendas e celular programado para bipar a cada compromisso. Incluindo comer, tomar banho e dormir. Coisas que as pessoas sem esse problema acham motivo de piada. Faço yoga, meditação e corro para me livrar do stress e tensão em que vivo, e também para controlar a ansiedade de muitas vezes esquecer de coisas importantes, me distrair facilmente, viver adiando afazeres importantes e ter uma imaginação fora do comum, especiamente para achar desculpas pró-procrastinação e fazer planos mirabolantes para meu futuro brilhante... Ou seja, viver viajando na maionese colorida. A sorte é que essa coisa também acontece ao contrário. As vezes, leia-se: quando estou trabalhando com prazer (sem me sentir pressionada) entro completamente no assunto é o que alguns autores chamam de hiperfoco. É assim que dou conta dos trabalhos e provas quando a falta de controle emocional não bloqueia tudo.
Uma outra característica de quem possui DDA é uma baixa auto-estima com forte insegurança, pois passa a vida ouvindo afirmações negativas e se sentindo frustrada, visto que não consegue realizar tarefas simples que a maior parte das pessoas consegue. Tinha uma professora descuidada que sempre me chamava de "lesma" ou "faísca atrasada" minha mãe ficou furiosa quando, criança, contei isso pra ela (infelizmente até hoje sou sempre a última a terminar de copiar coisas do quadro negro...)
A solução que eu encontrei no meio do caos:
Well... vou começar um novo tratamento que se chama Neurofeedback é caríssimo (pelo menos para meu bolso) mais é relativamente mais barato que terapia tradicional e promete me fazer ser uma pessoa normal ao fim de 25 sessões (começo na segunda (5/10), estou aguardando a disponibilidade da profissional). Ela vai colocar uns fios na minha cabeça, ligados a um aparelho (EEG) que vai "ver o que acontece" e eles vão fazer alguns estimulos, vamos ver como eu respondo e como deveria responder, vou fazer alguns exercícios de reabilitação e voilá: vou ser reeducada como devia ter vindo de fábrica.
Com tudo isso, POR QUE EU ESCOLHI FAZER MATEMÁTICA, A FINAL? Bem, isso é um fato: eu não sabia que tinha problemas reais eu achava que era só uma pessoa preguiçosa e problematica do tipo que pensa demais a respeito de tudo. Sem me sentir adequada a vida real, vivia me refugiando na biblioteca da escola sempre em busca de informações a respeito do que quer que fosse o assunto na minha mente. É óbvio que não sabia o qual curso escolher o que foi tema de algumas de minhas terapias na década que passei me tratando (enquanto ainda acreditava em terapia tradicional). Bem, mesmo assim, comecei 3 cursos até chegar no bacharelado em matemática: me matriculei em direito (não fui nem a primeira aula), cursei um ano de arquitetura e um ano de licenciatura em matemática. Mas uma coisa precisa ser dita: até entrar no bacharelado em matemática nunca tinha reprovado, nem ido mal de verdade. Também não era aluna modelo, era do tipo que prestava atenção na aula (se fosse interessante) e estudava pouco fora da sala, porem sempre lendo muito paralelamente... É claro que não fui bem desde o começo do curso, porque não tinha disciplina e não sabia que era tão necessária. Agora acredito que sem disciplina é impossível se destacar em qualquer que seja a área, especialmente em se falando de vida acadêmica. E estou tentando correr atrás dessa Habilidade desesperadamente, apesar do DDA.
Com um pouco de insistencia vou conseguir terminar o bacharelado em matemática (ou vou morrer tentando!)
POR QUE ESTOU NESSE CAOS? Porque permiti que uma série de pequenas coisas como problemas no computador, desordens hormonais, insonia, ansiedade, depressão, vergonha e medo me paralisassem.
Esse desabafo foi escrito em 29/09, mas não publiquei porque achava que não tinha condições de decidir sobre o quanto iria queimar o meu filme ou não. Agora que estou mais traquila, vendo a luz no fim do túnel, entendo que dias ruins e crises fazem parte da vida de qualquer ser humano imperfeito, e admitir isso é apenas o primeiro passo para uma existencia mais leve, sem tentar parecer o que não sou e melhorando no que for possível.
O problema real: Tenho Déficit de Atenção (DDA ou TDA)
Um problema organico e genético que tem a ver com a frequencia das ondas cerebrais. O tratamento é tomar um medicamento controlado, chamado ritalina.
Já sei disso a 5 anos mas tenho medo desse tratamento, e não fui diagnosticada por um médico. Na época que frequentava um psquiatra para resolver minha ansiedade em relação ao vestibular e insônia (2000 ou 2002, não lembro), comentei com ele que havia me identificado com os sintomas de DDA, pesquisando na internet, e ele ficou furioso e me disse que DDA era diagnosticado em crianças e somente do sexo masculino. Infelizmente eu acreditei e segui tomando remedinho para dormir e acordando retardada. Não aguentei esse tratamento, nem esse médico e me dei alta... Voltei para o yoga e comecei a correr ao inves de caminhar...
Alguns anos depois, enfrentando problemas no bacharelado e conversando com um amigo que se achava DDA, recebi a indicação para ler o livro Mentes Inquietas da Ana Beatriz e me identifiquei completamente. Procurei novamente um especialista e nem cheguei a marcar uma consulta quando ele me disse que o preço da consulta semanal era 150-200 reais. O anterior tava cobrando 120 reais por semana. O pior é que esse esfaqueamento não tem data para terminar e nem garantia de resultado... Depois não sabem porque eu detesto médicos... Devia ter procurado logo uma benzedeira...
O jeito Carolínico: Tento viver uma vida normal cheia de agendas e celular programado para bipar a cada compromisso. Incluindo comer, tomar banho e dormir. Coisas que as pessoas sem esse problema acham motivo de piada. Faço yoga, meditação e corro para me livrar do stress e tensão em que vivo, e também para controlar a ansiedade de muitas vezes esquecer de coisas importantes, me distrair facilmente, viver adiando afazeres importantes e ter uma imaginação fora do comum, especiamente para achar desculpas pró-procrastinação e fazer planos mirabolantes para meu futuro brilhante... Ou seja, viver viajando na maionese colorida. A sorte é que essa coisa também acontece ao contrário. As vezes, leia-se: quando estou trabalhando com prazer (sem me sentir pressionada) entro completamente no assunto é o que alguns autores chamam de hiperfoco. É assim que dou conta dos trabalhos e provas quando a falta de controle emocional não bloqueia tudo.
Uma outra característica de quem possui DDA é uma baixa auto-estima com forte insegurança, pois passa a vida ouvindo afirmações negativas e se sentindo frustrada, visto que não consegue realizar tarefas simples que a maior parte das pessoas consegue. Tinha uma professora descuidada que sempre me chamava de "lesma" ou "faísca atrasada" minha mãe ficou furiosa quando, criança, contei isso pra ela (infelizmente até hoje sou sempre a última a terminar de copiar coisas do quadro negro...)
A solução que eu encontrei no meio do caos:
Well... vou começar um novo tratamento que se chama Neurofeedback é caríssimo (pelo menos para meu bolso) mais é relativamente mais barato que terapia tradicional e promete me fazer ser uma pessoa normal ao fim de 25 sessões (começo na segunda (5/10), estou aguardando a disponibilidade da profissional). Ela vai colocar uns fios na minha cabeça, ligados a um aparelho (EEG) que vai "ver o que acontece" e eles vão fazer alguns estimulos, vamos ver como eu respondo e como deveria responder, vou fazer alguns exercícios de reabilitação e voilá: vou ser reeducada como devia ter vindo de fábrica.
Com tudo isso, POR QUE EU ESCOLHI FAZER MATEMÁTICA, A FINAL? Bem, isso é um fato: eu não sabia que tinha problemas reais eu achava que era só uma pessoa preguiçosa e problematica do tipo que pensa demais a respeito de tudo. Sem me sentir adequada a vida real, vivia me refugiando na biblioteca da escola sempre em busca de informações a respeito do que quer que fosse o assunto na minha mente. É óbvio que não sabia o qual curso escolher o que foi tema de algumas de minhas terapias na década que passei me tratando (enquanto ainda acreditava em terapia tradicional). Bem, mesmo assim, comecei 3 cursos até chegar no bacharelado em matemática: me matriculei em direito (não fui nem a primeira aula), cursei um ano de arquitetura e um ano de licenciatura em matemática. Mas uma coisa precisa ser dita: até entrar no bacharelado em matemática nunca tinha reprovado, nem ido mal de verdade. Também não era aluna modelo, era do tipo que prestava atenção na aula (se fosse interessante) e estudava pouco fora da sala, porem sempre lendo muito paralelamente... É claro que não fui bem desde o começo do curso, porque não tinha disciplina e não sabia que era tão necessária. Agora acredito que sem disciplina é impossível se destacar em qualquer que seja a área, especialmente em se falando de vida acadêmica. E estou tentando correr atrás dessa Habilidade desesperadamente, apesar do DDA.
Com um pouco de insistencia vou conseguir terminar o bacharelado em matemática (ou vou morrer tentando!)
POR QUE ESTOU NESSE CAOS? Porque permiti que uma série de pequenas coisas como problemas no computador, desordens hormonais, insonia, ansiedade, depressão, vergonha e medo me paralisassem.
Esse desabafo foi escrito em 29/09, mas não publiquei porque achava que não tinha condições de decidir sobre o quanto iria queimar o meu filme ou não. Agora que estou mais traquila, vendo a luz no fim do túnel, entendo que dias ruins e crises fazem parte da vida de qualquer ser humano imperfeito, e admitir isso é apenas o primeiro passo para uma existencia mais leve, sem tentar parecer o que não sou e melhorando no que for possível.
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sexta-feira, outubro 23, 2009
Eu, a pena e a meta.
No caminho do sucesso (acadêmico, emocional, financeiro) as vezes me distraio com várias possibilidades sedutoras que aparecem para roubar o meu precioso tempo e atenção. E com isso aprendo o que funciona para mim (ou não funciona).
Cursar matemática, fazer yoga, aprender idiomas, fazer dança do ventre. Correr. Ler. Ai, mil atividades com apenas uma finalidade: SER FELIZ COM A MATEMÁTICA.
A verdade é essa: Nunca um objetivo me deixou tão frustrada, instigada, revoltada, confusa, no limite, me sentindo incompetente, péssima, fraca.
No começo do curso fantasiava que era perseguida. Não sei se porque achava que sou diferente, ou que as turmas são pequenas e é fácil para um professor lembrar de cada aluno e cada colocação ingênua por esse feita. Mas agora sei que era impossível para mim, ter sucesso naquele momento. Simplesmente porque eu não tinha condições: Era desorganizada e pouco precisa quando me expressava. E o pior é que não conseguia enxergar isso. Passava noites e noites estudando (especialmente nas vésperas de prova), fazendo o meu melhor, infelizmente, de maneira ineficiente. Muita informação para processar, curto espaço de tempo, descontrole emocional. Fazia o que achava o melhor e não obtinha nem o seis.
Litros de lágrimas derramadas e vários cursos de meditação, livros de auto-ajuda, conselhos dos mais variados depois...
Estou eu aqui de novo tentando.
Menos choro, mais objetividade. (Estar triste ou feliz não muda a situação)
E aos poucos e depois de várias tentativas malucas de saber quem eu sou e qual a minha melhor maneira de aprender (receber, processar, armazenar e demonstrar meu conhecimento das informações) passei a ver as situações com um pouco mais de clareza. Entendendo que sou uma SOLUCIONADORA de problemas. Matemáticos ou não.
As soluções:
Para a DDA, uma agenda eletrônica que bipa (uso a agenda do celular) + yoga e meditação. E, agora, NEUROFEEDBACK.
Para a falta de organização geral, agenda (de papel mesmo), calendário na parede + meditação.
Para dúvidas de quaisquer natureza Google, livros e amigos.
Quero fazer tudo com prazer, motivação e paz.
E buscar soluções simples como essas para todas as questões existenciais...
Cursar matemática, fazer yoga, aprender idiomas, fazer dança do ventre. Correr. Ler. Ai, mil atividades com apenas uma finalidade: SER FELIZ COM A MATEMÁTICA.
A verdade é essa: Nunca um objetivo me deixou tão frustrada, instigada, revoltada, confusa, no limite, me sentindo incompetente, péssima, fraca.
No começo do curso fantasiava que era perseguida. Não sei se porque achava que sou diferente, ou que as turmas são pequenas e é fácil para um professor lembrar de cada aluno e cada colocação ingênua por esse feita. Mas agora sei que era impossível para mim, ter sucesso naquele momento. Simplesmente porque eu não tinha condições: Era desorganizada e pouco precisa quando me expressava. E o pior é que não conseguia enxergar isso. Passava noites e noites estudando (especialmente nas vésperas de prova), fazendo o meu melhor, infelizmente, de maneira ineficiente. Muita informação para processar, curto espaço de tempo, descontrole emocional. Fazia o que achava o melhor e não obtinha nem o seis.
Litros de lágrimas derramadas e vários cursos de meditação, livros de auto-ajuda, conselhos dos mais variados depois...
Estou eu aqui de novo tentando.
Menos choro, mais objetividade. (Estar triste ou feliz não muda a situação)
E aos poucos e depois de várias tentativas malucas de saber quem eu sou e qual a minha melhor maneira de aprender (receber, processar, armazenar e demonstrar meu conhecimento das informações) passei a ver as situações com um pouco mais de clareza. Entendendo que sou uma SOLUCIONADORA de problemas. Matemáticos ou não.
As soluções:
Para a DDA, uma agenda eletrônica que bipa (uso a agenda do celular) + yoga e meditação. E, agora, NEUROFEEDBACK.
Para a falta de organização geral, agenda (de papel mesmo), calendário na parede + meditação.
Para dúvidas de quaisquer natureza Google, livros e amigos.
Quero fazer tudo com prazer, motivação e paz.
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quarta-feira, setembro 16, 2009
Impublicável!
Não gosto de viver sobre pressão, mas insisto em continuar a criar essas situações na minha vida, principalmente, acadêmica.
Já postei aqui sobre esse assunto, acabei de re-ler inclusive. O fato é que gastei os últimos dois dias me torturando porque não entreguei um trabalho. É inadmissível que eu, uma nerd com tantos recursos (celular que bipa, agendas, twitter, anos de leitura a respeito de efetividade em vários meios e idiomas...) deixe isso acontecer! E, pior, esse "tempo de tortura" roubou meu equilíbrio emocional e fez a bola de neve aumentar: Estou gastando um tempo precioso para voltar ao normal (inacreditável: escrevendo aqui para organizar as idéias... Interna logo a maluca!)
Pior ainda: tenho prova em dois dias, fazem dois dias que não durmo direito, e o trabalho que era para ontem ainda não foi feito (já li bastante a respeito, falta escrever). Mas se eu não terminar essa lista de exercícios até amanhã, não vou ter como tirar as dúvidas... Sem falar no meu trabalho em casa, cuja minha obrigação é 20hs por semana. Adivinha? Hoje é quarta e eu ainda não trabalhei uma hora se quer...
Mais feio: estou matando as aulas com o professor do trabalho porque estou com vergonha.
E achando que todo meu semestre foi para o buraco, querendo ficar isolada em casa para que meus colegas, pais e professores me esqueçam.
Depois de re-ler a frase a cima um par de vezes, tive um ataque de riso (pois não costumo ser assim dramática, nem me preocupar muito com o que outros pensam), lembrei que tava na T.P.M. e tomei uma decisão:
Vou terminar essa lista agora!
(termino esse post depois...)
-------------------------------------------------
Leituras que me ajudaram:
Assuma as rédeas
Amanhã eu faço
Já postei aqui sobre esse assunto, acabei de re-ler inclusive. O fato é que gastei os últimos dois dias me torturando porque não entreguei um trabalho. É inadmissível que eu, uma nerd com tantos recursos (celular que bipa, agendas, twitter, anos de leitura a respeito de efetividade em vários meios e idiomas...) deixe isso acontecer! E, pior, esse "tempo de tortura" roubou meu equilíbrio emocional e fez a bola de neve aumentar: Estou gastando um tempo precioso para voltar ao normal (inacreditável: escrevendo aqui para organizar as idéias... Interna logo a maluca!)
Pior ainda: tenho prova em dois dias, fazem dois dias que não durmo direito, e o trabalho que era para ontem ainda não foi feito (já li bastante a respeito, falta escrever). Mas se eu não terminar essa lista de exercícios até amanhã, não vou ter como tirar as dúvidas... Sem falar no meu trabalho em casa, cuja minha obrigação é 20hs por semana. Adivinha? Hoje é quarta e eu ainda não trabalhei uma hora se quer...
Mais feio: estou matando as aulas com o professor do trabalho porque estou com vergonha.
E achando que todo meu semestre foi para o buraco, querendo ficar isolada em casa para que meus colegas, pais e professores me esqueçam.
Depois de re-ler a frase a cima um par de vezes, tive um ataque de riso (pois não costumo ser assim dramática, nem me preocupar muito com o que outros pensam), lembrei que tava na T.P.M. e tomei uma decisão:
Vou terminar essa lista agora!
(termino esse post depois...)
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Leituras que me ajudaram:
Assuma as rédeas
Amanhã eu faço
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Desenvolvimento Pessoal,
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sexta-feira, outubro 12, 2007
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