segunda-feira, junho 08, 2015
Ai que saudades!
Me rendi a terapia mais tradicionalmente recomendada para quem tem TDA/H...
A terapia do cachorrinho... quer dizer, do adestramento... Ops, ato falho, ih... esse jargão é de outra... Tá... TCC - Terapia Cognitivo Comportamental.
Temos: a Adestradora e eu.
Estou na terceira sessão, e até agora foi assim:
Na primeira contei a vida toda e porque eu tava ali.
Na segunda fizemos planos e eu prometi coisas absolutamente factíveis para a semana.
Na terceira, no caso hoje: Passei dois terços da sessão explicando porque não fiz o que prometi (parece piada mas não é)... Só pequena queda de moto, gripe, febre alta, hospital, dor de garganta... lá lá lá...
E por fim prometi que iria fazer nessa semana o que não fiz na semana passada... Além disso ela mencionou o mecanismo da fantasia. Que a pessoa fantasia os objetivos na mente e aliena passos dos processos. O remédio é racionalizar os pensamentos fantasiosos. Ih, agora danou-se! Fui pega! Mas peraí! Será que quero abrir mão da minha vida mental fantasiosa? Pior que o remédio é algo que eu venho treinando nos últimos dez anos: racionalizar.
E vamos seguindo... essa semana tem consulta com a Dra.Psyco2, que prescreveu a terapia e outros aditivos controversos da pós-modernidade...
P.S.: Nessa semana que passei de cama fiz um perfil no Duolingo, pq já era uma coisa que eu queria e estava adiando... Enfim, como aprender coisas com amigues é mais legal, tá aí o link do meu perfil: Caoticarol, caso vc goste de aprender idiomas de graça.
segunda-feira, julho 29, 2013
Fui abduzida
Sempre escrevo umas possíveis postagens e depois fico pensando se posto ou não... Algumas posto, outras esqueço, outras apago antes de bater a coragem de postar, outras ainda escrevo em papel e fico com preguiça de digitar... E hoje foi um dia de escrever aquelas palavras íntimas e reveladoras, cheias de excitação na hora de decidir sobre a postagem... Como ainda não perdi todos os medos e não sei com toda certeza se quero me expor, resolvi passear pelo blog. E cheguei a conclusão que fui abduzida. Citação em ingres sobre trabalho, livros sobre a bolsa, filmes de autoajuda? Como foi que consegui me libertar dessas merdas tão desejadas por mim no passado? Tenho que escrever mais. Preciso entender como me odiava tanto (sem perceber) e agora tô assim: cada momento mais "de boa" comigo...
Que pirinha!
Na próxima vez que estiver de bobeira vou atualizar isso.
Beyjas noturnas ;)
sábado, outubro 31, 2009
Na hora do desespero...
O problema real: Tenho Déficit de Atenção (DDA ou TDA)
Um problema organico e genético que tem a ver com a frequencia das ondas cerebrais. O tratamento é tomar um medicamento controlado, chamado ritalina.
Já sei disso a 5 anos mas tenho medo desse tratamento, e não fui diagnosticada por um médico. Na época que frequentava um psquiatra para resolver minha ansiedade em relação ao vestibular e insônia (2000 ou 2002, não lembro), comentei com ele que havia me identificado com os sintomas de DDA, pesquisando na internet, e ele ficou furioso e me disse que DDA era diagnosticado em crianças e somente do sexo masculino. Infelizmente eu acreditei e segui tomando remedinho para dormir e acordando retardada. Não aguentei esse tratamento, nem esse médico e me dei alta... Voltei para o yoga e comecei a correr ao inves de caminhar...
Alguns anos depois, enfrentando problemas no bacharelado e conversando com um amigo que se achava DDA, recebi a indicação para ler o livro Mentes Inquietas da Ana Beatriz e me identifiquei completamente. Procurei novamente um especialista e nem cheguei a marcar uma consulta quando ele me disse que o preço da consulta semanal era 150-200 reais. O anterior tava cobrando 120 reais por semana. O pior é que esse esfaqueamento não tem data para terminar e nem garantia de resultado... Depois não sabem porque eu detesto médicos... Devia ter procurado logo uma benzedeira...
O jeito Carolínico: Tento viver uma vida normal cheia de agendas e celular programado para bipar a cada compromisso. Incluindo comer, tomar banho e dormir. Coisas que as pessoas sem esse problema acham motivo de piada. Faço yoga, meditação e corro para me livrar do stress e tensão em que vivo, e também para controlar a ansiedade de muitas vezes esquecer de coisas importantes, me distrair facilmente, viver adiando afazeres importantes e ter uma imaginação fora do comum, especiamente para achar desculpas pró-procrastinação e fazer planos mirabolantes para meu futuro brilhante... Ou seja, viver viajando na maionese colorida. A sorte é que essa coisa também acontece ao contrário. As vezes, leia-se: quando estou trabalhando com prazer (sem me sentir pressionada) entro completamente no assunto é o que alguns autores chamam de hiperfoco. É assim que dou conta dos trabalhos e provas quando a falta de controle emocional não bloqueia tudo.
Uma outra característica de quem possui DDA é uma baixa auto-estima com forte insegurança, pois passa a vida ouvindo afirmações negativas e se sentindo frustrada, visto que não consegue realizar tarefas simples que a maior parte das pessoas consegue. Tinha uma professora descuidada que sempre me chamava de "lesma" ou "faísca atrasada" minha mãe ficou furiosa quando, criança, contei isso pra ela (infelizmente até hoje sou sempre a última a terminar de copiar coisas do quadro negro...)
A solução que eu encontrei no meio do caos:
Well... vou começar um novo tratamento que se chama Neurofeedback é caríssimo (pelo menos para meu bolso) mais é relativamente mais barato que terapia tradicional e promete me fazer ser uma pessoa normal ao fim de 25 sessões (começo na segunda (5/10), estou aguardando a disponibilidade da profissional). Ela vai colocar uns fios na minha cabeça, ligados a um aparelho (EEG) que vai "ver o que acontece" e eles vão fazer alguns estimulos, vamos ver como eu respondo e como deveria responder, vou fazer alguns exercícios de reabilitação e voilá: vou ser reeducada como devia ter vindo de fábrica.
Com tudo isso, POR QUE EU ESCOLHI FAZER MATEMÁTICA, A FINAL? Bem, isso é um fato: eu não sabia que tinha problemas reais eu achava que era só uma pessoa preguiçosa e problematica do tipo que pensa demais a respeito de tudo. Sem me sentir adequada a vida real, vivia me refugiando na biblioteca da escola sempre em busca de informações a respeito do que quer que fosse o assunto na minha mente. É óbvio que não sabia o qual curso escolher o que foi tema de algumas de minhas terapias na década que passei me tratando (enquanto ainda acreditava em terapia tradicional). Bem, mesmo assim, comecei 3 cursos até chegar no bacharelado em matemática: me matriculei em direito (não fui nem a primeira aula), cursei um ano de arquitetura e um ano de licenciatura em matemática. Mas uma coisa precisa ser dita: até entrar no bacharelado em matemática nunca tinha reprovado, nem ido mal de verdade. Também não era aluna modelo, era do tipo que prestava atenção na aula (se fosse interessante) e estudava pouco fora da sala, porem sempre lendo muito paralelamente... É claro que não fui bem desde o começo do curso, porque não tinha disciplina e não sabia que era tão necessária. Agora acredito que sem disciplina é impossível se destacar em qualquer que seja a área, especialmente em se falando de vida acadêmica. E estou tentando correr atrás dessa Habilidade desesperadamente, apesar do DDA.
Com um pouco de insistencia vou conseguir terminar o bacharelado em matemática (ou vou morrer tentando!)
POR QUE ESTOU NESSE CAOS? Porque permiti que uma série de pequenas coisas como problemas no computador, desordens hormonais, insonia, ansiedade, depressão, vergonha e medo me paralisassem.
Esse desabafo foi escrito em 29/09, mas não publiquei porque achava que não tinha condições de decidir sobre o quanto iria queimar o meu filme ou não. Agora que estou mais traquila, vendo a luz no fim do túnel, entendo que dias ruins e crises fazem parte da vida de qualquer ser humano imperfeito, e admitir isso é apenas o primeiro passo para uma existencia mais leve, sem tentar parecer o que não sou e melhorando no que for possível.
segunda-feira, maio 25, 2009
Para quem não acertou da primeira vez!
Beijos,
Boa semana!
segunda-feira, junho 16, 2008
Tudo é um sonho!
*
SONHO
Quando você for dormir, uma coisa deveria permanecer na consciência enquanto você estiver adormecendo – que tudo é um sonho; tudo, incondicionalmente, é um sonho.
O que você vê com os olhos abertos, isso também é um sonho. O que você vê com os olhos fechados, isso também é um sonho. O sonho é a matéria da qual a vida é feita. Assim, adormeça nesse clima, com esta constante lembrança de que tudo – tudo sem exceção – é um sonho. Quando tudo é um sonho, não há com o que se preocupar.
Esse é todo o conceito de maya – que o mundo é ilusório. Não que o mundo seja ilusório – ele tem sua própria realidade -, mas essa é apenas uma técnica para ajudá-lo a se acomodar profundamente em si mesmo. Então, nada o perturbará. Se tudo for um sonho, não terá sentido ficar perturbado. Pense: se neste momento você achar que tudo é um sonho – que as árvores, a noite, o som da noite é um sonho -, subitamente você será transportado para um mundo diferente. Você existe, o sonho existe, e não vale a pena preocupar-se com coisa alguma.
Assim, comece esta noite a adormecer com essa atitude. E pela manhã também, a primeira coisa de que você precisará se lembrar é que tudo é um sonho. Deixe que isso se repita muitas vezes durante o dia, e você se sentirá relaxado.
Por mais de trinta anos, os insights de Osho encantaram e desafiaram os buscadores espirituais. Osho todos os dias representa alguns desses insights - uma compreensão que sintetiza uma vasta extensão de tradições espirituais e filosóficas, com a contribuição da ciência moderna e da psicologia. Estas palavras inspiradoras oferecem aos leitores opções diárias para viver plenamente no aqui e agora, desafiando-os a abraçar uma nova maneira de ser que integre
corpo, mente e espírito.
*
Esse email é de uma lista que recebo, se quiser se inscrever mande um emal para suresh@terra.com.br