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terça-feira, agosto 24, 2010

Eu sou café-com-leite?!

Ando um pouco desorientada... Decidi iniciar um tratamento tradicional contra meu déficit de atenção...
Estou agora no segundo mês de medicação: A famosa ritalina.
Tudo parece um pouco diferente sob o efeito da "pílula mágica da concentração"... Brincadeirinha!
Assistir aula chata ficou suportável agora (principalmente com um iPod pra ajudar a distrair :p putz) E manter meu quarto organizado não é mais uma tarefa impossível :)
Podemos ver que meu senso de humor só melhora...
Mas tem o lado triste... Passei todo o tempo livre da minha ultima semana enfrentando o fato de que tenho uma "disability" que não sei como encarar. Eu achava que tinha essa tal DDA e isso era o motivo de não ser fácil pra mim estudar as vezes, me sentir não usual, ser diferente... Contudo não tinha idéia de como esse diagnóstico pode ser bom ou ruim e tão impactante. Alem do obvio, que é ter o tratamento médico adequado, tem toda uma gama de informações como os direitos de receber tratamento especial na universidade, que me coloquem em pé de igualdade com meus colegas... Todavia para isso vou ter que procurar meus direitos (hj vou no escritório modelo de advocacia pra me orientar), alem disso vou ter que fazer ou achar uma cartilha de "como tratar um aluno universitário portador de TDAH" para educar meus professores a respeito das minhas necessidades especiais... Já percebi que nada é fácil... O remédio ajuda a ficar concentrada naquelas horas que esta fazendo efeito mas tenho que trabalhar duro para aprender com qualquer outra pessoa.
(esse post estava sem todos os acentos pq ainda não tinha aprendido a usar esse BlogBooster direito)BlogBooster-The most productive way for mobile blogging. BlogBooster is a multi-service blog editor for iPhone, Android, WebOs and your desktop

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Neurofeedback: últimos capítulos dessa novela!

Foi bom ter feito esse tratamento que está oficialmente terminado - mas combinamos de fazer mais algumas sessões antes do começo das aulas para garantir que o padrão de funcionamento que atingimos se manteve mesmo depois das férias... A última sessão foi perto do dia 21 de dezembro - agora estou sem minha agenda de 2009 aqui para ter certeza... Enfim, o que aconteceu foi: Durante todo tratamento tive problemas para dormir, conseqüentemente, acordar cedo no outro dia, tive dias de muita concentração, mas tive dias que me sentia uma retardada, entendi que não conheço nada do meu próprio funcionamento cerebral, e o principal: parecia que eu passei toda minha vida antes desse tratamento meio dormindo e agora estou acordada.

Depois do tratamento: por agora, estava de férias, nessa semana "brinquei" de estudar por que ainda tenho uma prova pendente para a última semana antes de começar as aulas do meu último ano - Aleluiah! E foi difícil... Mas não tem nada de TDA nessa história. Simplesmente decidi que iria ter férias de verdade - só pra variar um pouco - já que desde que entrei na UFSC todo ano invento uma moda como curso de verão, projeto de iniciação, busca por intercâmbio, realizar provas que ficaram pendentes no semestre anterior, estudar para tentar a prova de desempenho extraordinário entre outras tentativas pouco realistas de correr atras do tempo perdido... Nesse fim de ano faltou criatividade e como sempre pensei sobre o que era importante para minha vida acadêmica/profissional e me dei conta que janeiro seriam minhas últimas férias, já que me formo nesse ano, minha mamata de estudantinha vai terminar já que nas próximas férias acadêmicas vou estar fazendo algum curso de inverno/verão para conseguir uma vaga em um mestrado ou vou estar aplicando para programas trainee que desejem matemáticos no staff... De qualquer forma daí pra frente a ralação vai apertar com pouca perspectiva de descanso. Não que eu tenha descansado muito até agora, mas esforço sem foco cansa e não conta... Meu palpite sobre o fim das minhas férias vem do hábito de me relacionar com pessoas que fazem o que quero fazer em um futuro próximo, assim pude perceber que a palavra férias não faz parte da vida d@s razoavelmente bem sucedid@s, pelo menos não dos que se dizem pesquisadores. Não só porque eram/são obcecad@s pelo trabalho, mas porque se o profissional quer aproveitar bolsas de pesquisa, congressos, visitas a outras instituições tem que fazer malabarismo com as datas de seu calendário acadêmico, aproveitando suas férias além do recesso escolar - quando a instituição/departamento apóia a pesquisa minimamente. Ai, estou muito off topic...
Voltando para as ferias depois do neurofeedback: Ainda não engrenei, estou estudando pouquinho (algo entre 2 e 4h diárias) sinto que a cada dia fico com a atenção focada por mais tempo. Nos dias em que me concedo boas condições de estudo como silencio, mesa e cadeira claramente minha atenção melhora, mas canso mais rápido. Nos dias que estudei na cama, com barulho de casa cheia, fiquei mais tempo estudando, mas o rendimento não foi lá aquelas coisas... O que já é alguma melhora, pois noutros tempos só conseguia estudar com silencio absoluto.

Por outro lado, minha vida pessoal está um pouco turbulenta. Só consigo associar ao tratamento, pois percebo que estou mais reativa. Por exemplo, antes, quando eu era contrariada pensava: Oh! Coitada dessa pessoa! Tem um ego tão grande que não pode perceber o óbvio, mas eu não tenho nada com isso, nem quero gastar energia desnecessariamente tentando convencer essa pessoa da minha opinião, afinal o tempo mostrará quem está certo. (Sou pessoalmente favorável a esse tipo de atitude mental)
Agora, quando percebo, estou sendo sarcástica e, até desagradável as vezes enfiando goela abaixo minhas opiniões... Eu era assim quando era adolescente, mas a diferença é que agora uso um pouco de lógica e argumentos organizados o que torna os diálogos mais desagradáveis. E também ando mais ousada e me preocupando menos com as conseqüências de rompantes... Se tem algo me incomodando eu falo ou devolvo na mesma moeda. O assustador é que tomo alguma atitude enquanto a coisa me incomoda, não espero a poeira baixar. Nessa "Caroline em fase de teste¨ tem uma dúvida: O que é melhor? Se agarrar em uma atitude mental mais passiva tentando atingir o nirvana equilibrando-me em "solve et coagula" ou chutar o balde e fazer valer minha vontade no grito, dando murro em ponta de faca se necessário? Racionalmente, me parece que a primeira opção economiza uma grande energia. Por outro lado, estou nessa a mais de dez anos e meu progresso só foi interior... Não atingi nenhum objetivo profissional e ainda permiti vários abusos morais aumentando minha insegurança em relação as minhas capacidades. AGORA CHEGA!!! Vou testar essa atitude energética por um ano e ver se consigo algum resultado melhor do que obtive até agora... #medo mas #vaiouracha

Alem disso, percebi que meu sono anda diferente. Antes do tratamento eu dormia como uma pedra e tinha que contar as horas de sono para não passar de 8... Durante o tratamento eu não conseguia dormir direito, ficava muito agitada e dormia poucas horas. Agora, varia minimamente com meu ciclo menstrual. Tenho um sono muito mais leve, sonho durante a noite.

E tem mais: Quando faço exercícios físicos, alongamento ou yoga sinto nitidamente uma melhora na minha concentração. Sempre senti algo parecido com isso, mas agora é como se até meu sentir estivesse melhor calibrado.
Estou definitivamente botando pra fazer. Já terminei alguns dos projetos de férias que tinha listado, entre eles, organizar agenda de 2010, alguns hobbies parados a meses, fiz bolinho integral, levei (e usei) meu par de tenis para minha viagem de férias, aluguei uma bici, fiz backup do hd, organizei meus e-mails, as fotos da viagem, atualizei meus contatos de facebook, orkut, linked in... escrevi esse post :) Planejei os próximos...

segunda-feira, novembro 02, 2009

Neurofeedback

Dia da Avaliação: Estava muito ansiosa, dormi pouco na noite anterior. Também estava curiosa. Fiquei mais ansiosa ainda esperando o resultado...

Primeira sessão de neurofeedback: Ela explicou que na avaliação mostrou que eu tenho mesmo uma mente de TDA e que toda yoga e meditação que fiz nesses 14 anos deram resultados. Isto é, a impulsividade foi bastante amenizada. Por outro lado, as ondas da região que diz respeito a motivação não estavam na frequência correta, em palavras simples, ela disse que meu cérebro estava "frito" ali (ou seja, não tenho vontade de fazer nada, e mesmo quando planejo não executo) mas como é muito arriscado treinar aquela parte nas primeiras sessões, vamos primeiro treinar o foco e a concentração.
Enquanto ela colocava os eletrodos eu ia fazendo um exercício respiratório simples. Depois disso eram 3 minutos e uma pausa para regular as metas. Eu deveria ficar imóvel concentrada em um gráfico com uma barra. Quando eu estava no "estado mental de concentração adequado" a barra ficava verde e a música aumentava de intensidade (vulgo volume) entendi que isso era uma recompensa por eu ter me concentrado. O engraçado é que lá acontecia o mesmo que acontece quando eu sento para estudar: fico inquieta, querendo levantar por alguma desculpa como tomar água ou ir ao banheiro, também tinha um diálogo mental "que saco", "que coisa chata", "quero sair daqui", "estou cansada"... Claro que nessas horas, o gráfico mostrava que eu não estava concentrada, a musica diminuía e eu voltava para o exercício. A bem da verdade é que parecia uma meditação de olhos abertos, mas ela pediu que eu não usasse nenhuma técnica como prestar atenção na respiração ou outra coisa qualquer.
Depois da sessão e durante toda sessão também, estava com uma dor de cabeça infernal porque tinha decidido parar de tomar café, depois de ler o que Steve Pavlina fala sobre acordar cedo (eu gosto dessa idéia, e por algum tempo da minha vida, leia-se: quando eu fazia yoga com o Marco as 6:15 da manhã, estabeleci essa rotina, algo como dormir entre 20-20:30h até 4-4:30hs, estudava, depois corria, fazia yoga...) e a abstinência estava me deixando doida.
Saindo de lá, fui me afogar em um balde de café, depois que ela comentou que café ajuda no meu caso (nossa, como sou influenciável, credo!)
Indo para casa, passei na feira da igrejinha, guardei algumas frutas, comi outras, separei o material da aula de tricô vi alguns emails e fui para a aula correndo. Chegando lá o DCE estava fechado, tivemos a idéia de fazer excepcionalmente a aula na praça de alimentação do centro de eventos... Foi bom ver as meninas tricotando lá, mas o barulho... cheguei em casa e fui esquentar a quinoa com beringela... hummm coloquei no microondas e deitei no sofá. Apaguei ali mesmo. Devo ter dormido uns vinte minutos. Mas quando acordei estava nova! Comi, trabalhei, organizei minha agenda da semana e fui dormir ainda empolgada. Durante todo dia seguinte me senti feliz e com esperança que minha vida iria ser diferente. Não sei se foram as expectativas positivas, mas fiquei com a forte impressão que foi resultado sutil desse primeiro dia. Estou tão impressionada, que cogito a possibilidade de comprar um EEG (depois que terminar meu treinamento-tratamento) para me auto-treinar e melhorar minha performance em várias áreas da minha vida: Ser uma estudante mais focada, uma meditadora mais disciplinada, uma esportista mais ativa (correndo e dançando), uma blogueira mais organizada, ser mais motivada e executar o que planejo...
(Note que a coisa é milagrosa ;p - Amig@s, preciso de um desconto, fazia tempo que não acreditava em alguma coisa tão fortemente...)

sábado, outubro 31, 2009

Na hora do desespero...

Estou confusa e não sei como lidar com essa situação. Em um momento penso que sou esperta, no momento seguinte acho que sou incapaz de aprender qualquer assunto porque sou desorganizada, sem foco, e não sei me planejar realisticamente. Além disso, acho que meus colegas sabem coisas que eu deveria saber e não sei, isso causa um certo stress.

O problema real: Tenho Déficit de Atenção (DDA ou TDA)
Um problema organico e genético que tem a ver com a frequencia das ondas cerebrais. O tratamento é tomar um medicamento controlado, chamado ritalina.
Já sei disso a 5 anos mas tenho medo desse tratamento, e não fui diagnosticada por um médico. Na época que frequentava um psquiatra para resolver minha ansiedade em relação ao vestibular e insônia (2000 ou 2002, não lembro), comentei com ele que havia me identificado com os sintomas de DDA, pesquisando na internet, e ele ficou furioso e me disse que DDA era diagnosticado em crianças e somente do sexo masculino. Infelizmente eu acreditei e segui tomando remedinho para dormir e acordando retardada. Não aguentei esse tratamento, nem esse médico e me dei alta... Voltei para o yoga e comecei a correr ao inves de caminhar...
Alguns anos depois, enfrentando problemas no bacharelado e conversando com um amigo que se achava DDA, recebi a indicação para ler o livro Mentes Inquietas da Ana Beatriz e me identifiquei completamente. Procurei novamente um especialista e nem cheguei a marcar uma consulta quando ele me disse que o preço da consulta semanal era 150-200 reais. O anterior tava cobrando 120 reais por semana. O pior é que esse esfaqueamento não tem data para terminar e nem garantia de resultado... Depois não sabem porque eu detesto médicos... Devia ter procurado logo uma benzedeira...

O jeito Carolínico: Tento viver uma vida normal cheia de agendas e celular programado para bipar a cada compromisso. Incluindo comer, tomar banho e dormir. Coisas que as pessoas sem esse problema acham motivo de piada. Faço yoga, meditação e corro para me livrar do stress e tensão em que vivo, e também para controlar a ansiedade de muitas vezes esquecer de coisas importantes, me distrair facilmente, viver adiando afazeres importantes e ter uma imaginação fora do comum, especiamente para achar desculpas pró-procrastinação e fazer planos mirabolantes para meu futuro brilhante... Ou seja, viver viajando na maionese colorida. A sorte é que essa coisa também acontece ao contrário. As vezes, leia-se: quando estou trabalhando com prazer (sem me sentir pressionada) entro completamente no assunto é o que alguns autores chamam de hiperfoco. É assim que dou conta dos trabalhos e provas quando a falta de controle emocional não bloqueia tudo.
Uma outra característica de quem possui DDA é uma baixa auto-estima com forte insegurança, pois passa a vida ouvindo afirmações negativas e se sentindo frustrada, visto que não consegue realizar tarefas simples que a maior parte das pessoas consegue. Tinha uma professora descuidada que sempre me chamava de "lesma" ou "faísca atrasada" minha mãe ficou furiosa quando, criança, contei isso pra ela (infelizmente até hoje sou sempre a última a terminar de copiar coisas do quadro negro...)
A solução que eu encontrei no meio do caos:
Well... vou começar um novo tratamento que se chama Neurofeedback é caríssimo (pelo menos para meu bolso) mais é relativamente mais barato que terapia tradicional e promete me fazer ser uma pessoa normal ao fim de 25 sessões (começo na segunda (5/10), estou aguardando a disponibilidade da profissional). Ela vai colocar uns fios na minha cabeça, ligados a um aparelho (EEG) que vai "ver o que acontece" e eles vão fazer alguns estimulos, vamos ver como eu respondo e como deveria responder, vou fazer alguns exercícios de reabilitação e voilá: vou ser reeducada como devia ter vindo de fábrica.

Com tudo isso, POR QUE EU ESCOLHI FAZER MATEMÁTICA, A FINAL? Bem, isso é um fato: eu não sabia que tinha problemas reais eu achava que era só uma pessoa preguiçosa e problematica do tipo que pensa demais a respeito de tudo. Sem me sentir adequada a vida real, vivia me refugiando na biblioteca da escola sempre em busca de informações a respeito do que quer que fosse o assunto na minha mente. É óbvio que não sabia o qual curso escolher o que foi tema de algumas de minhas terapias na década que passei me tratando (enquanto ainda acreditava em terapia tradicional). Bem, mesmo assim, comecei 3 cursos até chegar no bacharelado em matemática: me matriculei em direito (não fui nem a primeira aula), cursei um ano de arquitetura e um ano de licenciatura em matemática. Mas uma coisa precisa ser dita: até entrar no bacharelado em matemática nunca tinha reprovado, nem ido mal de verdade. Também não era aluna modelo, era do tipo que prestava atenção na aula (se fosse interessante) e estudava pouco fora da sala, porem sempre lendo muito paralelamente... É claro que não fui bem desde o começo do curso, porque não tinha disciplina e não sabia que era tão necessária. Agora acredito que sem disciplina é impossível se destacar em qualquer que seja a área, especialmente em se falando de vida acadêmica. E estou tentando correr atrás dessa Habilidade desesperadamente, apesar do DDA.
Com um pouco de insistencia vou conseguir terminar o bacharelado em matemática (ou vou morrer tentando!)

POR QUE ESTOU NESSE CAOS? Porque permiti que uma série de pequenas coisas como problemas no computador, desordens hormonais, insonia, ansiedade, depressão, vergonha e medo me paralisassem.

Esse desabafo foi escrito em 29/09, mas não publiquei porque achava que não tinha condições de decidir sobre o quanto iria queimar o meu filme ou não. Agora que estou mais traquila, vendo a luz no fim do túnel, entendo que dias ruins e crises fazem parte da vida de qualquer ser humano imperfeito, e admitir isso é apenas o primeiro passo para uma existencia mais leve, sem tentar parecer o que não sou e melhorando no que for possível.

quarta-feira, setembro 16, 2009

Impublicável!

Não gosto de viver sobre pressão, mas insisto em continuar a criar essas situações na minha vida, principalmente, acadêmica.
Já postei aqui sobre esse assunto, acabei de re-ler inclusive. O fato é que gastei os últimos dois dias me torturando porque não entreguei um trabalho. É inadmissível que eu, uma nerd com tantos recursos (celular que bipa, agendas, twitter, anos de leitura a respeito de efetividade em vários meios e idiomas...) deixe isso acontecer! E, pior, esse "tempo de tortura" roubou meu equilíbrio emocional e fez a bola de neve aumentar: Estou gastando um tempo precioso para voltar ao normal (inacreditável: escrevendo aqui para organizar as idéias... Interna logo a maluca!)
Pior ainda: tenho prova em dois dias, fazem dois dias que não durmo direito, e o trabalho que era para ontem ainda não foi feito (já li bastante a respeito, falta escrever). Mas se eu não terminar essa lista de exercícios até amanhã, não vou ter como tirar as dúvidas... Sem falar no meu trabalho em casa, cuja minha obrigação é 20hs por semana. Adivinha? Hoje é quarta e eu ainda não trabalhei uma hora se quer...
Mais feio: estou matando as aulas com o professor do trabalho porque estou com vergonha.
E achando que todo meu semestre foi para o buraco, querendo ficar isolada em casa para que meus colegas, pais e professores me esqueçam.
Depois de re-ler a frase a cima um par de vezes, tive um ataque de riso (pois não costumo ser assim dramática, nem me preocupar muito com o que outros pensam), lembrei que tava na T.P.M. e tomei uma decisão:
Vou terminar essa lista agora!
(termino esse post depois...)
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Leituras que me ajudaram:
Assuma as rédeas
Amanhã eu faço

domingo, junho 14, 2009

Em um dia muito especial, descobri a américa por email! Estava navegando na internet e pensando sobre uma idéia que foi a motivação de começar esse blog: Usar a tecnologia para me divertir aprendendo (mas me desvirtuei, e comecei a postar tudo que dizia respeito aos meus objetivos de vida, e o que eu ia aprendendo pelo caminho). Voltando a descoberta, achei o blog, ou melhor, os blogs do Mr. Kuropatwa. A grande descoberta do dia, foi encontrar um professor que "gasta" seu tempo se preocupando com os alunos e fazendo alguma coisa a respeito dessa preocupação, como administrar esses blogs das disciplinas que ele ensina. Adorei esse A difference. Descobri esse blog pesquisando para criar coragem para implementar o velho plano: Fazer um blog em português sobre os assuntos matemáticos que estou estudando.
Como essa idéia está indo e vindo na minha cabeça a algum tempo, estou tentando ignora-la pois agora faltam menos de 15 dias para minha última prova agendada nesse semestre e não quero começar esse projeto nesse momento... ai ai ai (mas a tentação tá grande)
What Teachers Make

E atualizando postagem anterior...
Desisti do Violão. O motivo é simples: Não estou fazendo nem os 15 minutos diários...
Antes de decidir sobre projetos a seguir, terei que fortalecer a minha velha e boa disciplina pessoal.
Bom Domingo!

terça-feira, dezembro 04, 2007

TODO MOMENTO É ESPECIAL

A Prova...
Ontem fiz uma prova importante. Na realidade essa foi parte do meu compromisso de prioridade número um nesse semestre. Fazendo uma avaliação a posteriori, mesmo tentando desesperadamente me organizar, faltaram muitas coisas. Por exemplo: assertividade, foco, seguir o plano a risca, dar a devida importância aos bips-lembrança, fazer simplesmente o que tem que ser feito...
E resolvi postar aqui uma perspectiva interessante citada no livro Simplifique sua vida (apenas um resumo com minhas palavras):
Observe a metáfora...
Imagine uma trave de vinte centímetros de largura por dez metros de comprimento, apoiada no chão. A tarefa é caminhar sobre ela. Fácil! Você está apto a realizar e começaria sem grande esforço.
  1. A catástrofe: Imagine que a trave está apoiada em dois prédios, atravessando uma rua a altura de trinta metros. Agora, qualquer erro seria fatal. Você se paralisa perante essa tarefa.
    • Observe que quem elevou essa trave foi você mesmo - agigantando a importância de uma tarefa qualquer a ponto disso se tornar uma obrigação extraordinária, na qual qualquer deslize é considerado uma catastrófe.

  2. Loucura = heroísmo: A trave continua alta, mas agora, o prédio em que você se encontra está em chamas. Desta tarefa depende a sua vida.
    • Novamente quem ateou o fogo foi você: adiando uma tarefa, você pressionou a si mesmo.
    • Note que isso gera uma certa satisfação pois, em sua opinião você acabou de realizar algo heróico. (Que graça teria se a barra estivesse no chão?)
    • Existe uma incrível tendência disso se repetir pois gera um círculo vicioso de adiamentos: supervalorizando a tarefa (artificialmente) e pressionando-se conscientemente. (Embora esse mecanismo todo ocorra inconscientemente)

  3. A saída: mais uma vez a trave liga os prédios, mas desta vez não há incendio, apesar da altura. E também foi instalado uma rede de segurança que o protegeria em caso de acidentes.
    • Essa rede de segurança é a sua auto-estima. Segundo os autores, é a melhor proteção contra a tática dispendiosa de incendiar o prédio...

Adoro metáforas! Magicamente elas nos mostram outras maneiras de encarar os fatos...
Essa foi uma daquelas que traz um pouquinho de consciência, todavia ainda se faz necessária uma tomada de atitude, i.e., encontrar um método (se existir) para solucionar a questão dos adiamentos (mas isso vai ficar para outro momento... hahaha...). Ou melhor, deixo a cargo do leitor.