terça-feira, maio 21, 2013
TeCeCendo...
Foto: Nubia Abe - Fotografia
quinta-feira, abril 05, 2012
Piras Aleatórias
UFA! Já estou aliviada.
Eu juro que queria ter visto tudo sempre com mais clareza. Mas não importa. Agora eu vejo. Como me vendo fácil. É só uma possibilidade remota de encurtar meu sofrimento (escolhido) abanar que já deixo tudo que tinha planejado de lado e volto pra aquele padrão de dar passos maiores que as pernas. E me frustrar. Sai esperança infantil!!!
(escrito em 22/03, surtando pq queria aprender distribuições sem saber análise funcional...)
segunda-feira, agosto 01, 2011
SOMAIÊ - Compilação
Carol e suas terapias...
Depois de muitas conversas, pesquisas e toda sorte de acasos do destino... Acabei por encontrar uma terapia que em teoria se parece com a terapia ideal para mim. Como eu gosto mesmo é de coisas difíceis, descobri que não tem em Floripa - novidade! - Assim tenho que juntar o povo pra poder me LIBERTAR também :)
Como não adianta muito eu tentar no gogó (eu mesma só engoli um monte de teoria sobre o assunto) convencer @s amig@s então resolvi compilar as informações da maneira que achei mais conveniente ;)
Assim, se ficar interessad@ por favor se manifeste. Estou mirando o primeiro encontro para o fim de agosto, mas tem que ter gente suficiente.
O resumo do resumo: A SOMAIÊ é uma modificação da somaterapia de Roberto Freire, a partir das experiências de Rui Takeguma.
A SOMATERAPIA é uma vertente dos processos terapêuticos que opta em priorizar uma visão holística no meio da psicologia. A PSICOlogia nasceu e mantém uma visão de que o pensamento (cérebro e processos mentais) são hierarquicamente superiores ao corpo (corporalidade). Assim as somaterapias fazem parte de um arcabouço cultural das SOMATOlogias.
Na década de 1970. ROBERTO FREIRE começou a desenvolver uma somaterapia que recebeu o nome de SOMA, Uma Terapia Anarquista. Desde então formou vários somaterapeutas de Soma, houveram várias dissidências, pessoas que trabalharam com Freire, e depois buscaram seus próprios caminhos.
RUI TAKEGUMA fez Soma em 1990, e formação de 1990 a 1993.
De 1993 em diante atuou como Somaterapeuta de Soma em várias cidades e Estados brasileiros.
Em 2002 nasceu a SOMA-IÊ. Rui adotou esse nome para homenagear a SOMA e Roberto Freire, e agregou o IÊ como uma referência ao ambiente da cultura popular: a capoeira. Em 2003, retira o hífen e mantém o nome SOMAIÊ.
A SOMAIÊ existe há 9 anos, mas sintetiza o percurso prático e teórico de 20 anos (1990/2011) de Rui Takeguma dentro da Somaterapia.
Como FUNCIONA a Somaiê ?
O objetivo da Somaiê é promover experiências em um grupo de pessoas entre 12 a 21 meses, criando um microcosmo de relacionamento, convivência e produção em três níveis de produção:
- COM O SOMATERAPEUTA: são as atividades conduzidas pelo somaterapeuta de Somaiê responsável pelo grupo. No geral são 4 VIVÊNCIAS CORPORAIS mensais (VC). Sendo que a primeira metade (1h30) é voltada para atividades corporais lúdicas, e a segunda metade (1h30) para a avaliação e trocas de informações sobre a primeira metade. (provavelmente vai ser tudo em um fim de semana por mês aqui)
- COM O GRUPO: são as atividades sem a presença do produtor de Somaiê: o GRUPÃO, momento fundamental para o grupo construir uma dinâmica própria e autogestiva, seja para os membros aprofundarem suas relações, adquirir fundos para o pagamento da Somaiê, ou ainda pesquisas em pedagogia libertária. E o CAPOEIRÃO momento em que os membros do grupo trocam experiências do seu aprendizado na capoeira (o CAPOEIRÃO começa a acontecer depois da primeira vivência de campo).
- INDIVIDUALMENTE: são as atividades desenvolvidas por membros do grupo de forma individual como a prática semanal da CAPOEIRA ANGOLA, leituras e pesquisas indicadas.
Essas atividades mensais fortalecem a dinâmica do grupo, as pessoas interagem e vivenciam situações diversas. As atividades tem um caráter pedagógico e diagnóstico, ao nos mostrar os bloqueios e libertarismos, como ao vivenciar estes momentos, vem o caráter terapêutico.
Nos últimos meses do processo, as vivências corporais (VC) são transformadas em vivências dedicadas a cada membro do grupo. São as cadeiras quente (CQ), onde toda a técnica e dinâmica é voltada para cada um.
A passagem pela SOMAIÊ, é um marco na vida de seus participantes, e quem chega ao final, completando as cadeiras quentes, a última vivência de campo, e a produção do Jornal Tesão, obtém um material sobre si e seu viver que modificam sua estrutura autopoiética de uma forma definitiva.
A passagem pela SOMAIÊ é uma forma de desconstruir a percepção do UNIVERSO em uma realidade e aceitar a constituição biológica do MULTIVERSO e suas infinitas realidades possíveis; é uma forma de expandir sua corporalidade através do desenvolvimento de suas Potencialidade Múltiplas no viver... (o que quer que seja que isso queira dizer, parece interessante :))
Os grupos Somaiê:
A Somaiê funciona em grupos com duração de 12 a 21 meses, evitando assim a formação de dependências com o produtor de Somaiê (somaterapeuta) ou com o próprio grupo. Nesse sentido se mostra fundamental seu caráter pedagógico.
A dinâmica de cada grupo passa por 3 a 4 etapas, que podem ser, didaticamente, categorizadas em:
0 - Aproxima-Ação (tempo indefinido) - É o momento PRÉ-SOMAIÊ, onde ainda não existe o grupo terapêutico, mas se começa a transformar o desejo individual de se fazer a SOMAIÊ numa formação de um GRUPO. Essa fase para algumas pessoas pode haver o conhecimento teórico, adquirido em artigos, livros, na internet ou através de amigos que falam sobre, ou pode acontecer dentro de núcleos que já estão se formando com o objetivo de se fazer a SOMAIÊ. Quem hoje faz ou fez SOMA, tem essa aproximação da SOMAIÊ, mas não conhece as evoluções que desenvolvemos desde 2004. Essa fase pode ser inexistente, para pessoas que já entrem direto num grupo, bem como pode durar anos, no caso de pessoas que conhecem ou leram, mas não tiveram acesso a um grupo de SOMAIÊ.
1 - Aprendizado (A - 1 a 5 meses) - É a fase em que o somaterapeuta inicia a técnica aplicada a um grupo de interessados. Nessa fase a principal característica é que o grupo é ABERTO a entrada de novas pessoas, assim pode durar alguns meses para quem entra no início e faz todos os exercícios de SOMAIÊ, bem como pode durar um mês, para os integrantes do último mês em que o grupo aceita novos participantes. Sendo que em qualquer momento da terapia, os participantes podem se afastar da técnica. Nessa etapa começa a acontecer a técnica coletiva e se torna um APRENDIZADO da SOMAIÊ, suas propostas, técnicas e objetivos. (Valores convidativos para facilitar)
2 - Aprofundamento (B e C - 7 a 11 meses) - É a fase entre o fechamento do grupo a novas pessoas e a entrada das cadeiras quentes. O custo da SOMAIÊ atinge seu valor pleno e, na maior parte das vezes, o grupo desenvolve produções que ajudam a complementar a parte financeira, como festas, saraus, ou ainda produtos a serem comercializados, como adesivos, camisetas, etc. Aqui a SOMAIÊ se transforma num LABORATÓRIO de LIBERDADES, onde cada participante busca uma sinceridade vivencial de se expor e se conhecer. As trocas e percepções aumentam a cada mês, e inevitavelmente se passam por variadas CRISES, o que aprofunda o conhecimento de si e do outro. Neste período se realizam duas vivências de campo e uma individual com o terapeuta.
3 - Pedagogia para a vida (D - 4 a 6 meses) - Fase final desta vivência libertária, que é a SOMAIÊ. Após o aprendizado de doze a dezesseis meses das fases anteriores sobre as dificuldades e 'bandeiras' terapêuticas pessoais, a terapia se finaliza com a produção de sessões que possuem em média de 4 horas de duração para cada pessoa do grupo, inclusive para o produtor de Somaiê. Estas sessões são chamadas de CADEIRA QUENTE (inspiradas nas hot seats da Gestalterapia, e na cadeira quente da SOMA). Nelas o grupo promove um retorno para cada integrante através do conhecimento adquirido e experienciado a respeito dele durante os meses de convivência. Este é um momento de explicitar a política por detrás da psicologia, demonstrando que cada ato nosso é um ato político e que, a partir dele estamos contribuindo para a construção de uma sociedade mais libertária ou mais autoritária. Após todos os membros passarem pela cadeira quente, existe a vivência de campo final, e o Te&So do JORNAL TESÃO.
Sobre as VIVÊNCIAS Corporais mensais: (VC)
- três (3) delas são EXERCÍCIOS de SOMA, que Rui Takeguma aprendeu com Roberto Freire e o Coletivo Anarquista Brancaleone, de 1990 a 2002. Rui vem criando novos exercícios e atualizando os antigos. A maioria deles é dividida em três etapas sequenciais: exercícios corporais e em grupo (1h 30), leitura sobre as percepções dos participantes durante os exercícios (1h) e fechamento teórico realizado pelo produtor de Somaiê (30min.). O produtor de Somaiê é quem conduz as vivências, nas quais são estudados (ênfase no caráter pedagógico) e terapeutizados os mecanismos políticos geradores das neuroses. Esta técnica visa o trabalho prático e objetivo a partir das origens dos sintomas neuróticos, e não, paliativamente, sobre as suas consequências. Algumas Vivências Corporais são Debates e Vídeos, ou com prioridade no pensamento; isto é, algumas fogem das sequencia tradicional (exercício+leitura+fechamento).
- uma (1) é voltada para a CAPOEIRA ANGOLA ou para aprofundar a DINÂMICA do grupo. Em que o produtor de SOMAIÊ faz a ligação entre a terapia com o aprendizado da capoeira angola individual, ou se realizam debates sobre o cotidiano do grupo e das pessoas, envolvendo a dinâmica e o aprendizado prático de uma pedagogia libertária.
Sobre as CADEIRAS QUENTES: (CQ)
-Nesta fase, se repete a estrutura das vivências mensais, com a média de 12 a 16 horas de atividades por mês. Sendo que os 3 exercícios de SOMA são substituídos por CADEIRAS QUENTES. Nome que Freire trouxe da Gestalterapia de Fritz Perls, para produzir um fechamento individual do aproveitamento da SOMA em seus indivíduos. A CADEIRA QUENTE na SOMAIÊ é um sintetizar dos meses anteriores (fases aproximação, aprendizado e aprofundamento) em que todo o grupo foca um indivíduo. Assim, na fase de CADEIRAS QUENTES, cada mês se trabalha três participantes do grupo. A CADEIRA QUENTE possui 4 fases sequenciais: INDUÇÃO, AFIRMAÇÃO, PERGUNTAS e FECHAMENTO. Com tempos variados e técnica detalhada no Livro da SOMA de Roberto Freire, e especificada no início da fase das CADEIRAS QUENTES, o Aprendizado para a Vida.
Sobre as INDIVIDUAIS: (I)
ANTES da primeira Vivência de Campo, TODOS os participantes necessitam de fazer uma entrevista individual com o somaterapeuta de SOMAIÊ. Nesta entrevista pode ocorrer algum impedimento de se participar na técnica, mas no geral é uma forma do terapeuta conhecer melhor os participantes do grupo. Tem a duração média de 40 a 60 minutos e uma taxa de 30 reais. Caso o participante ou o somaterapeuta achar necessário outra conversa individual, ela pode ser marcada no decorrer dos meses da terapia.
Sobre as VIVÊNCIA DE CAMPO: (MC)
No mínimo, em três dos meses que compõem o período da experiência libertária em grupo, as vivências da cidade são substituídas por viagens para VIVÊNCIAS NA NATUREZA, onde há um crescimento nas dinâmicas dos grupos em consequência de uma maior percepção individual, seja no contato com outros grupos, seja no contato direto com a natureza. São exercícios em locais que ainda preservam ecossistemas com pouca interferência humana tecnológica, como Ibitipoca - MG, Visconde de Mauá - RJ, Nova Lima - MG e Lençóis - BA. Recomenda-se que os grupos experimentem locais diferentes pra uma de suas três vivências na natureza.
Sobre os ENCONTROS de TEORIA & SOMAIÊ : (Te&So's)
Após 2006, foram incorporados a técnica da SOMAIÊ a participação dos grupos nos Encontros de Te&So que ocorrem nas cidades de atuação do produtor de SOMAIÊ. Isto é, cada grupo de SOMAIÊ acontece de forma fechada na maior parte das vivências mensais (menos na fase de APROXIMA-AÇÃO e APRENDIZADO, os meses iniciais), mas dialoga com o social da cidade em que acontece, compartilhando algumas vivências com pessoas novas, inclusive aquelas que possam não fazer a terapia, mas que participem dos Encontros de Te&So.
Nos meses que o grupo faz Te&So, existem ainda 1 a 2 vivências mensais fechadas aos participantes. Isto é, nesses meses se aumenta a carga horária, pois no lugar de 4 vivências mensais (VM) o grupo realiza 1 a 2 vivências e o Encontro de Teoria e Somaiê, aberto a população local.
(link quebrado
O último encontro de Te&So acontece depois das cadeiras quentes e da terceira vivência de campo, nesse momento o grupo de SOMAIÊ participa da co-produção do Jornal TESÃO, Prazer & Anarkia.
...da Soma à Somaiê
Desenvolver uma nova prática psicológica que auxiliasse os homens na busca de sua liberdade. Era esse o objetivo de Roberto Freire quando decidiu romper com a psicanálise e criar a SOMA, durante o regime militar no Brasil.
Baseada nas idéias iniciais de Wilhelm Reich, discípulo dissidente de Freud, a SOMA considera a neurose fruto das organizações sociais autoritárias. Numa sociedade onde a liberdade de ser é impedida através de mecanismos repressores presentes na família tradicional burguesa, na pedagogia escolar autoritária e nas religiões castradoras, a neurose surge como um processo de ajustamento dos indivíduos. (Gente, é disso que eu desejo me libertar. Vamos?)
Além de ser um fenômeno social, que se forma de fora para dentro, a neurose se instala em todo o corpo das pessoas, impedindo-as sobretudo de se expressem livremente em sua espontaneidade, afetividade e sexualidade. Assim, a SOMA é uma terapia corporal, utilizando-se de exercícios próprios que, além de agirem sobre a couraça neuromuscular do caráter (tensões crônicas da musculatura voluntária, que retém a neurose no corpo das pessoas), também informam como a repressão atua no cotidiano.
Desde a criação da SOMA, Roberto Freire preocupou-se em formar novos companheiros de pesquisa. Na década de 80 teve uma primeira separação de discípulos formados por ele. Acreditando que para fomentar de uma maneira realmente útil e efetiva a libertação humana em direção a uma outra organização social e política, precisaria estar sempre se renovando e se abrindo a novas descobertas científicas, Freire radicalizou na pesquisa da capoeira como a última peça para compor a base da SOMA, fortalecendo-a e deixando-a pronta (enquanto base) para que as novas gerações de terapeutas continuassem a pesquisa.
SOMA-IÊ
No período de 2002, houve o desenvolvimento da SOMA-IÊ em São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba (além de apresentações em São Carlos, Salvador e Recife). Nesta fase Rui Takeguma reavaliou o que achava mais importante para a atualização e definição de seu trabalho.
A partir disso, ampliou o conceito de 'tripé básico' da terapia. Além da base consolidada na década de 90, que consistia em fazer as vivências, produzir o grupão e a prática semanal da capoeira, inseriu à técnica dois novos pontos: produção do Capoeirão (trocas em capoeira angola sem a presença do somaterapeuta - atualmente, produtor de SOMAIÊ - , que acontecem no mínimo uma vez ao mês) e a produção de eventos ou produtos pelo grupo de SOMA-IÊ. Promoveu a renovação de exercícios e a produção de novas vivências dentro da SOMA-IÊ. A pesquisa das vivências na natureza (vivências de campo) se consolidou na realização de 3 por grupo e, preferencialmente, uma em cada local diferente. Há alguns anos, Rui já havia pesquisado Nova Lima e Serra do Cipó, além de várias outras localidades, mas em 2002, Rui implantou a viagem a Ibitipoca em MG, como um roteiro básico nos grupos do Sul/Sudeste.
Rui Takeguma retomou projetos em Pedagogia Libertária: as Oficinas de Criatividade Libertária - continuação do Curso de Pedagogia Libertária ; a publicação do jornal TESÃO, prazer e anarkia; a volta do Prêmio Walter Firmo de fotografia; com o grupo de capoeira em pedagogia libertária a criação da FACA - Federação Anarquista de Capoeira Angola, que em novembro de 2002 gravou seu primeiro CD de músicas de capoeira. E em novembro de 2003 grava o CD duplo e ao vivo do projeto Memória da Capoeira.
SOMAIÊ
Em Maio de 2003, Rui iniciou o desenvolvimento da SOMAIÊ, uma vivência libertária: produção cultural, e não apenas terapia; produtor de SOMAIÊ, e não somente somaterapeuta. Enfim, uma vertente de e em desenvolvimento da somaterapia que, além de atuar na (anti) psicologia, é uma técnica de permanente atuação na política e na cultura.
Em 2004, nasce o conceito do Te&So, como uma instância teórica da técnica. Mas que começa efetivamente em Janeiro de 2005, no site de Richard Abreu:(link quebrado) Teoria&Somaiê.
Em 2005, a Somaiê estabelece uma nova cobrança das taxas. Seja diminuindo ainda mais os valores (em comparação a que Rui Takeguma praticava na Somaterapia de 2001), seja aumentando o número de bolsas por pagantes dentro dos grupos.
Em AGOSTO de 2006, a SOMAIÊ absorve a Te&So incorporando de 3 a 4 meses de vivências e encontros de Te&So estruturados na terapia. Em OUTUBRO de 2006, a SOMAIÊ retorna com o Jornal TESÃO, uma forma impressa de divulgação, aliado agora a técnica terapêutica.
Extraído principalmente de http://somaie.vilabol.uol.com.br/ (que foi atualizado pela última vez em 2008)
Pontos importantes:
- É muito atrativa para mim a idéia de uma terapia com começo e fim.
- Um valor que cabe no meu bolso de estudante parasita. (estou estimando inicialmente algo entre 60 e 40 reais por cabeça ou menos)
- Cansei e desacreditei de terapias tradicionais a tempos.
- Amo a idéia de liberdade. Tenho problemas sérios com autoritarismo e não conheço ninguém livre desse tipo de problemas.
- Ando flertando a tempos com ideologias libertárias. Eis uma excelente oportunidade de aprender mais sobre o assunto: vivenciando.
- Farejo intensidade nessa onda: prazeres do corpo, rompimento de couraças, fim da letargia... Tesão, hummm...
- W. Reich acreditava que livres das couraças podemos atingir níveis muito mais intensos de orgasmo (e assim sermos plenos, saudáveis e felizes). Tem certeza que não quer experimentar?
- A construção de uma nova realidade num futuro próximo (que começa agora) e a capacidade de estar engajada nessa construção (projetando, realizando, me satisfazendo). Vamos juntos?
- Vou provavelmente ser uma professora. Não quero passar adiante essa pedagogia da rigidez punitiva com a qual convivo. Quero ensinar gente e não amedrontar mais ainda cérebros inanimados ou/e já amedrontados.
- E tem a capoeira, pra tornar o corpo ágil e forte, sentir que podemos entrar no jogo, nos defender quando e se for preciso, encarar ou desviar, ter uma proteção que não sufoque... pegar a manha...
- Estou empolgada.
Acredito que quando o ser se liberta, ainda que individualmente e aos poucos, vai contaminando todos ao seu redor com seu espírito livre e contribuindo coletivamente só por existir e acreditar. Daí pra frente a vontade de fazer ocupa o espaço livre deixado pelo medo. A satisfação e prazer tomam conta e existe a possibilidade de viver plenamente ou, pelo menos, com energia para a realização de nossa história pessoal (coletiva e individual).
quinta-feira, julho 28, 2011
vida café-com-leite inclui férias café-com-leite :x
terça-feira, agosto 24, 2010
Eu sou café-com-leite?!
Estou agora no segundo mês de medicação: A famosa ritalina.
Tudo parece um pouco diferente sob o efeito da "pílula mágica da concentração"... Brincadeirinha!
Assistir aula chata ficou suportável agora (principalmente com um iPod pra ajudar a distrair :p putz) E manter meu quarto organizado não é mais uma tarefa impossível :)
Podemos ver que meu senso de humor só melhora...
Mas tem o lado triste... Passei todo o tempo livre da minha ultima semana enfrentando o fato de que tenho uma "disability" que não sei como encarar. Eu achava que tinha essa tal DDA e isso era o motivo de não ser fácil pra mim estudar as vezes, me sentir não usual, ser diferente... Contudo não tinha idéia de como esse diagnóstico pode ser bom ou ruim e tão impactante. Alem do obvio, que é ter o tratamento médico adequado, tem toda uma gama de informações como os direitos de receber tratamento especial na universidade, que me coloquem em pé de igualdade com meus colegas... Todavia para isso vou ter que procurar meus direitos (hj vou no escritório modelo de advocacia pra me orientar), alem disso vou ter que fazer ou achar uma cartilha de "como tratar um aluno universitário portador de TDAH" para educar meus professores a respeito das minhas necessidades especiais... Já percebi que nada é fácil... O remédio ajuda a ficar concentrada naquelas horas que esta fazendo efeito mas tenho que trabalhar duro para aprender com qualquer outra pessoa.
(esse post estava sem todos os acentos pq ainda não tinha aprendido a usar esse BlogBooster direito)
sábado, agosto 07, 2010
Voltando das férias :)
Tive férias de mim mesma, essa que escreve agora é outra :)
Essa está solta no mundo, cheia de desejos e certezas que tudo é como deve ser e estou aqui pra me deleitar investigando os mistérios do mundo :)
Planejei visitar uma amiga que vive na Argentina, e com ela passear por Córdoba e Buenos Aires, infelizmente, ou felizmente - não tenho como decidir, ela não pode me acompanhar, como planejamos inicialmente...
E assim iniciaram as férias mais divertidas e intensas que lembro de ter tido.
segunda-feira, julho 19, 2010
Eu NÃO perdi a senha!
Eu só tive um semestre sem noção, iludida com alguns resultados do tratamento...
Vou contar tudo aqui, em algum momento.
Por agora, estou de férias (ou quase, mas explico depois...) na Argentina.
E colocando as prioridades e as idéias em dia.
Se alguém souber de algo legal para fazer/visitar em Córdoba ou Buenos Aires, me escreva por favor!
Abraços,
Carol
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
Neurofeedback: últimos capítulos dessa novela!
Depois do tratamento: por agora, estava de férias, nessa semana "brinquei" de estudar por que ainda tenho uma prova pendente para a última semana antes de começar as aulas do meu último ano - Aleluiah! E foi difícil... Mas não tem nada de TDA nessa história. Simplesmente decidi que iria ter férias de verdade - só pra variar um pouco - já que desde que entrei na UFSC todo ano invento uma moda como curso de verão, projeto de iniciação, busca por intercâmbio, realizar provas que ficaram pendentes no semestre anterior, estudar para tentar a prova de desempenho extraordinário entre outras tentativas pouco realistas de correr atras do tempo perdido... Nesse fim de ano faltou criatividade e como sempre pensei sobre o que era importante para minha vida acadêmica/profissional e me dei conta que janeiro seriam minhas últimas férias, já que me formo nesse ano, minha mamata de estudantinha vai terminar já que nas próximas férias acadêmicas vou estar fazendo algum curso de inverno/verão para conseguir uma vaga em um mestrado ou vou estar aplicando para programas trainee que desejem matemáticos no staff... De qualquer forma daí pra frente a ralação vai apertar com pouca perspectiva de descanso. Não que eu tenha descansado muito até agora, mas esforço sem foco cansa e não conta... Meu palpite sobre o fim das minhas férias vem do hábito de me relacionar com pessoas que fazem o que quero fazer em um futuro próximo, assim pude perceber que a palavra férias não faz parte da vida d@s razoavelmente bem sucedid@s, pelo menos não dos que se dizem pesquisadores. Não só porque eram/são obcecad@s pelo trabalho, mas porque se o profissional quer aproveitar bolsas de pesquisa, congressos, visitas a outras instituições tem que fazer malabarismo com as datas de seu calendário acadêmico, aproveitando suas férias além do recesso escolar - quando a instituição/departamento apóia a pesquisa minimamente. Ai, estou muito off topic...
Voltando para as ferias depois do neurofeedback: Ainda não engrenei, estou estudando pouquinho (algo entre 2 e 4h diárias) sinto que a cada dia fico com a atenção focada por mais tempo. Nos dias em que me concedo boas condições de estudo como silencio, mesa e cadeira claramente minha atenção melhora, mas canso mais rápido. Nos dias que estudei na cama, com barulho de casa cheia, fiquei mais tempo estudando, mas o rendimento não foi lá aquelas coisas... O que já é alguma melhora, pois noutros tempos só conseguia estudar com silencio absoluto.
Por outro lado, minha vida pessoal está um pouco turbulenta. Só consigo associar ao tratamento, pois percebo que estou mais reativa. Por exemplo, antes, quando eu era contrariada pensava: Oh! Coitada dessa pessoa! Tem um ego tão grande que não pode perceber o óbvio, mas eu não tenho nada com isso, nem quero gastar energia desnecessariamente tentando convencer essa pessoa da minha opinião, afinal o tempo mostrará quem está certo. (Sou pessoalmente favorável a esse tipo de atitude mental)
Agora, quando percebo, estou sendo sarcástica e, até desagradável as vezes enfiando goela abaixo minhas opiniões... Eu era assim quando era adolescente, mas a diferença é que agora uso um pouco de lógica e argumentos organizados o que torna os diálogos mais desagradáveis. E também ando mais ousada e me preocupando menos com as conseqüências de rompantes... Se tem algo me incomodando eu falo ou devolvo na mesma moeda. O assustador é que tomo alguma atitude enquanto a coisa me incomoda, não espero a poeira baixar. Nessa "Caroline em fase de teste¨ tem uma dúvida: O que é melhor? Se agarrar em uma atitude mental mais passiva tentando atingir o nirvana equilibrando-me em "solve et coagula" ou chutar o balde e fazer valer minha vontade no grito, dando murro em ponta de faca se necessário? Racionalmente, me parece que a primeira opção economiza uma grande energia. Por outro lado, estou nessa a mais de dez anos e meu progresso só foi interior... Não atingi nenhum objetivo profissional e ainda permiti vários abusos morais aumentando minha insegurança em relação as minhas capacidades. AGORA CHEGA!!! Vou testar essa atitude energética por um ano e ver se consigo algum resultado melhor do que obtive até agora... #medo mas #vaiouracha
Alem disso, percebi que meu sono anda diferente. Antes do tratamento eu dormia como uma pedra e tinha que contar as horas de sono para não passar de 8... Durante o tratamento eu não conseguia dormir direito, ficava muito agitada e dormia poucas horas. Agora, varia minimamente com meu ciclo menstrual. Tenho um sono muito mais leve, sonho durante a noite.
E tem mais: Quando faço exercícios físicos, alongamento ou yoga sinto nitidamente uma melhora na minha concentração. Sempre senti algo parecido com isso, mas agora é como se até meu sentir estivesse melhor calibrado.
Estou definitivamente botando pra fazer. Já terminei alguns dos projetos de férias que tinha listado, entre eles, organizar agenda de 2010, alguns hobbies parados a meses, fiz bolinho integral, levei (e usei) meu par de tenis para minha viagem de férias, aluguei uma bici, fiz backup do hd, organizei meus e-mails, as fotos da viagem, atualizei meus contatos de facebook, orkut, linked in... escrevi esse post :) Planejei os próximos...
segunda-feira, novembro 02, 2009
Neurofeedback
Primeira sessão de neurofeedback: Ela explicou que na avaliação mostrou que eu tenho mesmo uma mente de TDA e que toda yoga e meditação que fiz nesses 14 anos deram resultados. Isto é, a impulsividade foi bastante amenizada. Por outro lado, as ondas da região que diz respeito a motivação não estavam na frequência correta, em palavras simples, ela disse que meu cérebro estava "frito" ali (ou seja, não tenho vontade de fazer nada, e mesmo quando planejo não executo) mas como é muito arriscado treinar aquela parte nas primeiras sessões, vamos primeiro treinar o foco e a concentração.
Enquanto ela colocava os eletrodos eu ia fazendo um exercício respiratório simples. Depois disso eram 3 minutos e uma pausa para regular as metas. Eu deveria ficar imóvel concentrada em um gráfico com uma barra. Quando eu estava no "estado mental de concentração adequado" a barra ficava verde e a música aumentava de intensidade (vulgo volume) entendi que isso era uma recompensa por eu ter me concentrado. O engraçado é que lá acontecia o mesmo que acontece quando eu sento para estudar: fico inquieta, querendo levantar por alguma desculpa como tomar água ou ir ao banheiro, também tinha um diálogo mental "que saco", "que coisa chata", "quero sair daqui", "estou cansada"... Claro que nessas horas, o gráfico mostrava que eu não estava concentrada, a musica diminuía e eu voltava para o exercício. A bem da verdade é que parecia uma meditação de olhos abertos, mas ela pediu que eu não usasse nenhuma técnica como prestar atenção na respiração ou outra coisa qualquer.
Depois da sessão e durante toda sessão também, estava com uma dor de cabeça infernal porque tinha decidido parar de tomar café, depois de ler o que Steve Pavlina fala sobre acordar cedo (eu gosto dessa idéia, e por algum tempo da minha vida, leia-se: quando eu fazia yoga com o Marco as 6:15 da manhã, estabeleci essa rotina, algo como dormir entre 20-20:30h até 4-4:30hs, estudava, depois corria, fazia yoga...) e a abstinência estava me deixando doida.
Saindo de lá, fui me afogar em um balde de café, depois que ela comentou que café ajuda no meu caso (nossa, como sou influenciável, credo!)
Indo para casa, passei na feira da igrejinha, guardei algumas frutas, comi outras, separei o material da aula de tricô vi alguns emails e fui para a aula correndo. Chegando lá o DCE estava fechado, tivemos a idéia de fazer excepcionalmente a aula na praça de alimentação do centro de eventos... Foi bom ver as meninas tricotando lá, mas o barulho... cheguei em casa e fui esquentar a quinoa com beringela... hummm coloquei no microondas e deitei no sofá. Apaguei ali mesmo. Devo ter dormido uns vinte minutos. Mas quando acordei estava nova! Comi, trabalhei, organizei minha agenda da semana e fui dormir ainda empolgada. Durante todo dia seguinte me senti feliz e com esperança que minha vida iria ser diferente. Não sei se foram as expectativas positivas, mas fiquei com a forte impressão que foi resultado sutil desse primeiro dia. Estou tão impressionada, que cogito a possibilidade de comprar um EEG (depois que terminar meu treinamento-tratamento) para me auto-treinar e melhorar minha performance em várias áreas da minha vida: Ser uma estudante mais focada, uma meditadora mais disciplinada, uma esportista mais ativa (correndo e dançando), uma blogueira mais organizada, ser mais motivada e executar o que planejo...
(Note que a coisa é milagrosa ;p - Amig@s, preciso de um desconto, fazia tempo que não acreditava em alguma coisa tão fortemente...)
sábado, outubro 31, 2009
Na hora do desespero...
O problema real: Tenho Déficit de Atenção (DDA ou TDA)
Um problema organico e genético que tem a ver com a frequencia das ondas cerebrais. O tratamento é tomar um medicamento controlado, chamado ritalina.
Já sei disso a 5 anos mas tenho medo desse tratamento, e não fui diagnosticada por um médico. Na época que frequentava um psquiatra para resolver minha ansiedade em relação ao vestibular e insônia (2000 ou 2002, não lembro), comentei com ele que havia me identificado com os sintomas de DDA, pesquisando na internet, e ele ficou furioso e me disse que DDA era diagnosticado em crianças e somente do sexo masculino. Infelizmente eu acreditei e segui tomando remedinho para dormir e acordando retardada. Não aguentei esse tratamento, nem esse médico e me dei alta... Voltei para o yoga e comecei a correr ao inves de caminhar...
Alguns anos depois, enfrentando problemas no bacharelado e conversando com um amigo que se achava DDA, recebi a indicação para ler o livro Mentes Inquietas da Ana Beatriz e me identifiquei completamente. Procurei novamente um especialista e nem cheguei a marcar uma consulta quando ele me disse que o preço da consulta semanal era 150-200 reais. O anterior tava cobrando 120 reais por semana. O pior é que esse esfaqueamento não tem data para terminar e nem garantia de resultado... Depois não sabem porque eu detesto médicos... Devia ter procurado logo uma benzedeira...
O jeito Carolínico: Tento viver uma vida normal cheia de agendas e celular programado para bipar a cada compromisso. Incluindo comer, tomar banho e dormir. Coisas que as pessoas sem esse problema acham motivo de piada. Faço yoga, meditação e corro para me livrar do stress e tensão em que vivo, e também para controlar a ansiedade de muitas vezes esquecer de coisas importantes, me distrair facilmente, viver adiando afazeres importantes e ter uma imaginação fora do comum, especiamente para achar desculpas pró-procrastinação e fazer planos mirabolantes para meu futuro brilhante... Ou seja, viver viajando na maionese colorida. A sorte é que essa coisa também acontece ao contrário. As vezes, leia-se: quando estou trabalhando com prazer (sem me sentir pressionada) entro completamente no assunto é o que alguns autores chamam de hiperfoco. É assim que dou conta dos trabalhos e provas quando a falta de controle emocional não bloqueia tudo.
Uma outra característica de quem possui DDA é uma baixa auto-estima com forte insegurança, pois passa a vida ouvindo afirmações negativas e se sentindo frustrada, visto que não consegue realizar tarefas simples que a maior parte das pessoas consegue. Tinha uma professora descuidada que sempre me chamava de "lesma" ou "faísca atrasada" minha mãe ficou furiosa quando, criança, contei isso pra ela (infelizmente até hoje sou sempre a última a terminar de copiar coisas do quadro negro...)
A solução que eu encontrei no meio do caos:
Well... vou começar um novo tratamento que se chama Neurofeedback é caríssimo (pelo menos para meu bolso) mais é relativamente mais barato que terapia tradicional e promete me fazer ser uma pessoa normal ao fim de 25 sessões (começo na segunda (5/10), estou aguardando a disponibilidade da profissional). Ela vai colocar uns fios na minha cabeça, ligados a um aparelho (EEG) que vai "ver o que acontece" e eles vão fazer alguns estimulos, vamos ver como eu respondo e como deveria responder, vou fazer alguns exercícios de reabilitação e voilá: vou ser reeducada como devia ter vindo de fábrica.
Com tudo isso, POR QUE EU ESCOLHI FAZER MATEMÁTICA, A FINAL? Bem, isso é um fato: eu não sabia que tinha problemas reais eu achava que era só uma pessoa preguiçosa e problematica do tipo que pensa demais a respeito de tudo. Sem me sentir adequada a vida real, vivia me refugiando na biblioteca da escola sempre em busca de informações a respeito do que quer que fosse o assunto na minha mente. É óbvio que não sabia o qual curso escolher o que foi tema de algumas de minhas terapias na década que passei me tratando (enquanto ainda acreditava em terapia tradicional). Bem, mesmo assim, comecei 3 cursos até chegar no bacharelado em matemática: me matriculei em direito (não fui nem a primeira aula), cursei um ano de arquitetura e um ano de licenciatura em matemática. Mas uma coisa precisa ser dita: até entrar no bacharelado em matemática nunca tinha reprovado, nem ido mal de verdade. Também não era aluna modelo, era do tipo que prestava atenção na aula (se fosse interessante) e estudava pouco fora da sala, porem sempre lendo muito paralelamente... É claro que não fui bem desde o começo do curso, porque não tinha disciplina e não sabia que era tão necessária. Agora acredito que sem disciplina é impossível se destacar em qualquer que seja a área, especialmente em se falando de vida acadêmica. E estou tentando correr atrás dessa Habilidade desesperadamente, apesar do DDA.
Com um pouco de insistencia vou conseguir terminar o bacharelado em matemática (ou vou morrer tentando!)
POR QUE ESTOU NESSE CAOS? Porque permiti que uma série de pequenas coisas como problemas no computador, desordens hormonais, insonia, ansiedade, depressão, vergonha e medo me paralisassem.
Esse desabafo foi escrito em 29/09, mas não publiquei porque achava que não tinha condições de decidir sobre o quanto iria queimar o meu filme ou não. Agora que estou mais traquila, vendo a luz no fim do túnel, entendo que dias ruins e crises fazem parte da vida de qualquer ser humano imperfeito, e admitir isso é apenas o primeiro passo para uma existencia mais leve, sem tentar parecer o que não sou e melhorando no que for possível.
sexta-feira, outubro 23, 2009
Eu, a pena e a meta.
Cursar matemática, fazer yoga, aprender idiomas, fazer dança do ventre. Correr. Ler. Ai, mil atividades com apenas uma finalidade: SER FELIZ COM A MATEMÁTICA.
A verdade é essa: Nunca um objetivo me deixou tão frustrada, instigada, revoltada, confusa, no limite, me sentindo incompetente, péssima, fraca.
No começo do curso fantasiava que era perseguida. Não sei se porque achava que sou diferente, ou que as turmas são pequenas e é fácil para um professor lembrar de cada aluno e cada colocação ingênua por esse feita. Mas agora sei que era impossível para mim, ter sucesso naquele momento. Simplesmente porque eu não tinha condições: Era desorganizada e pouco precisa quando me expressava. E o pior é que não conseguia enxergar isso. Passava noites e noites estudando (especialmente nas vésperas de prova), fazendo o meu melhor, infelizmente, de maneira ineficiente. Muita informação para processar, curto espaço de tempo, descontrole emocional. Fazia o que achava o melhor e não obtinha nem o seis.
Litros de lágrimas derramadas e vários cursos de meditação, livros de auto-ajuda, conselhos dos mais variados depois...
Estou eu aqui de novo tentando.
Menos choro, mais objetividade. (Estar triste ou feliz não muda a situação)
E aos poucos e depois de várias tentativas malucas de saber quem eu sou e qual a minha melhor maneira de aprender (receber, processar, armazenar e demonstrar meu conhecimento das informações) passei a ver as situações com um pouco mais de clareza. Entendendo que sou uma SOLUCIONADORA de problemas. Matemáticos ou não.
As soluções:
Para a DDA, uma agenda eletrônica que bipa (uso a agenda do celular) + yoga e meditação. E, agora, NEUROFEEDBACK.
Para a falta de organização geral, agenda (de papel mesmo), calendário na parede + meditação.
Para dúvidas de quaisquer natureza Google, livros e amigos.
Quero fazer tudo com prazer, motivação e paz.
E buscar soluções simples como essas para todas as questões existenciais...
quinta-feira, outubro 22, 2009
Frases
"Tudo o que sou e que sempre desejei ser, eu devo a meu anjo Mãe". Abraham Lincoln
"O maior desafio para qualquer pensador é enunciar o problema de tal modo que possa permitir uma solução". Bertrand Russell
quarta-feira, setembro 16, 2009
Impublicável!
Já postei aqui sobre esse assunto, acabei de re-ler inclusive. O fato é que gastei os últimos dois dias me torturando porque não entreguei um trabalho. É inadmissível que eu, uma nerd com tantos recursos (celular que bipa, agendas, twitter, anos de leitura a respeito de efetividade em vários meios e idiomas...) deixe isso acontecer! E, pior, esse "tempo de tortura" roubou meu equilíbrio emocional e fez a bola de neve aumentar: Estou gastando um tempo precioso para voltar ao normal (inacreditável: escrevendo aqui para organizar as idéias... Interna logo a maluca!)
Pior ainda: tenho prova em dois dias, fazem dois dias que não durmo direito, e o trabalho que era para ontem ainda não foi feito (já li bastante a respeito, falta escrever). Mas se eu não terminar essa lista de exercícios até amanhã, não vou ter como tirar as dúvidas... Sem falar no meu trabalho em casa, cuja minha obrigação é 20hs por semana. Adivinha? Hoje é quarta e eu ainda não trabalhei uma hora se quer...
Mais feio: estou matando as aulas com o professor do trabalho porque estou com vergonha.
E achando que todo meu semestre foi para o buraco, querendo ficar isolada em casa para que meus colegas, pais e professores me esqueçam.
Depois de re-ler a frase a cima um par de vezes, tive um ataque de riso (pois não costumo ser assim dramática, nem me preocupar muito com o que outros pensam), lembrei que tava na T.P.M. e tomei uma decisão:
Vou terminar essa lista agora!
(termino esse post depois...)
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Leituras que me ajudaram:
Assuma as rédeas
Amanhã eu faço
domingo, junho 14, 2009
What Teachers Make
E atualizando postagem anterior...
Desisti do Violão. O motivo é simples: Não estou fazendo nem os 15 minutos diários...
Antes de decidir sobre projetos a seguir, terei que fortalecer a minha velha e boa disciplina pessoal.
Bom Domingo!
segunda-feira, maio 25, 2009
Para quem não acertou da primeira vez!
Beijos,
Boa semana!
sábado, maio 16, 2009
Bem Cândida...
O otimista diz que vivemos no melhor dos mundos, e o pessimista teme que isso seja verdade.
(Para não perder o costume Voltaireano...)
A meditação das sextas...
Ontem (15 de maio) foi apenas silêncio. E foi muito difícil para mim. Milhões de pensamentos...
Esse assunto é fascinante mas tudo que for escrito sobre ele não tem muito valor já que é uma experiência muito pessoal, individual e só quem cria espaço em sua rotina para tentar pode entender realmente a tentativa...
terça-feira, abril 21, 2009
Os Projetos e Os Porquês:
Quando alguém oferece uma oportunidade imperdível de sucesso, fama e fortuna... O que faz uma pessoa dizer o SIM ou o NÃO? No meu caso, que tenho milhões de interesses e desejos, tinha dificuldades de escolher o que fazer com meu tempo, pois cada novo projeto parecia uma oportunidade imperdível... E pensando retrospectivamente sobre a minha vida, entendi que muitas das minhas decisões eram emocionais e tomadas baseadas na minha intuição e no desejo de realizar coisas, mas sem um planejamento eficaz.
Ou melhor, o planejamento era escrever em um papel quais as chances de sucesso/fracasso de cada projeto. Mas é claro, a priori não sabemos de tudo e esse é um fator que qualifica essa maneira de tomar decisões como ineficiente.
Lendo alguns livros de desenvolvimento pessoal e ouvindo o Morning Coach decidi testar o método do Grande Porquê. Que consiste em escolher, no máximo, seis projetos de cada vez e listar os porquês. Assim, quando temos que tomar alguma decisão importante, transformamos em uma pergunta de resposta SIM ou NÃO e analisamos se dizer sim para a questão significa dizer SIM para os seus projetos. E, também, quando bater aquela falta de vontade, preguiça, desprazer... O realizador consulta os porquês e segue em frente, indo além de sua zona de conforto.
Sem mais delongas, vou listar aqui os meus projetos e os porquês e ver o que acontece nos próximos meses.
1.Terminar minha graduação em Matemática na UFSC
2.Ser um Excelente Consultora Natura
3.Dar aula de Tricô
4.Manter esse Blog
5.Cuidar de meu corpo com foco na Dança (fazendo yoga e correndo também)
6.Fazer uma atividade de lazer com regularidade: Aprender a tocar VIOLÃO.
E os Porquês:
1.Por que quero Terminar meu curso de Matemática na UFSC?
· Porque quero desenvolver minhas capacidades racionais-intelectuais treinando meu raciocínio.
· Lapidar o diamante que acredito ser a mente.
· Para ter um diploma.
· Superar-me a cada dia.
· Ser mais precisa, observadora, prática, direta, controlada, organizada, segura, clara, coerente, concisa. Ter foco, disciplina e prazer.
· Surpreender-me comigo mesma. "Eu quero, posso e faço!"
· SER EU MESMA!
· Sei que: Esse curso me levará a um MARAVILHOSO Trabalho, pois é parte de meu Brilhante CAMINHO, onde presto ADMIRÁVEIS Serviços e recebo Magníficas e Estupendas Recompensas!!! UHU!
2. Por que sou uma consultora natura?
Posso ganhar dinheiro com uma atividade Autônoma, ou seja, faço no momento que me convier, recebendo por produtividade. E ainda posso comprar cosméticos excepcionais com preço de revendedora. A Natura investe razoavelmente no treinamento de seus consultores, i.é, todo mês tenho a possibilidade de aprender sobre cosméticos e/ou vendas. Desenvolvo minhas habilidades em Vendas.
3. Por que dar aulas de tricô?
· Ensinar um fazer útil a pessoas interessadas;
· Fazer uma tricô-terapia em grupo;
· Conhecer e agrupar pessoas com interesse comum (tricotar).
· E ainda ter um incentivo financeiro.
4. Por que mantenho esse Blog?
· Para organizar meus próprios pensamentos;
· Para treinar a arte de me expressar por meio da escrita;
· Para mostrar ao mundo minhas opiniões e o que penso;
· Para gerar ganhos com publicidade;
5. Por que Cuidar do corpo com foco na dança?
· Porque sinto prazer imensurável ao dançar;
· Porque concordo com Deepak Chopra quando ele afirma que seres humanos são seres espirituais tendo uma experiência material, e o corpo é matéria, logo essencial nesse experienciar;
· Porque tenho muitos interesses e quero realizar muitas coisas nessa vida, para isso vou precisar de uma vida longa, portanto um corpo que agüente.
· Porque isso faz parte da Carol, um ser não usual.
· Porque a dança é uma meditação dinâmica.
· Porque interajo com pessoas interessantíssimas na aula de dança;
· Porque ao decorar uma coreografia estou treinando a memória;
· Porque a cada movimento que aprendo, estou aumentando a minha consciência corporal (não gosto muito dessa expressão) que ao meu entender é algo como treinar alguma parte do corpo com movimento específico e prestando muita atenção nos músculos envolvidos...
6. Por que aprender violão agora?
· Por que é uma proposta de 15 minutos de dedicação por dia, com instrutor aparentemente qualificado, com baixo custo, já tenho violão, já tinha isso na lista dos “projetos para algum dia”; é na UFSC, cabe perfeitamente na minha rotina, em uma janela de aulas regulares da graduação;
· Uma atividade de lazer que estimula a coordenação motora;
· Interajo com pessoas interessantes;
· Desenvolvo minhas habilidades musicais.
· Aprendo a coisa nova do semestre.
Isso é tudo. Vou deixar os planos de Aprender línguas estrangeiras (Alemão, Francês e Russo), fazer um curso voltado para o TOEFL, fazer aulas regulares de yoga, frequentar a oficina permanente de Teatro da UFSC, ser corretora imobiliária, aprender HTML, SQL, pachwork, aprender teoria musical...Afinal, escolher significa deixar opções menos importantes para trás. Pelo menos por enquanto.
sábado, abril 18, 2009
Meditação de hoje
Hoje meditamos olhando para uma mandala de labirinto.
Bem interessante.
sexta-feira, março 27, 2009
Meditação - Toda Sexta
6ª - 12:30 às 13:20 h
Sala de Ginástica – Bloco 5A
Gratuito
Público alvo: adolescentes e adultos
Coordenadora: Cristiane Ker de Melo
Fone: 3721-8561
E-mail: ckerdemelo@yahoo.com.br
fonte: Portal CDS-UFSC
Vou lá hoje para ver como é, que tipo de meditação e se gosto.

